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Como Cuca travou o Corinthians e venceu duelo particular com Tite

O Palmeiras conseguiu encerrar um jejum de quase 21 anos na tarde deste domingo ao bater o Corinthians por 1 a 0. O clássico disputado no Pacaembu não acabou marcado apenas pelas boas atuações de Dudu e Fernando Prass. No duelo dos técnicos, Cuca levou a melhor sobre Tite ao neutralizar as principais jogadas do time corintiano.

O Corinthians, por exemplo, mudou o esquema tático pela primeira vez em 2016. Tite optou pelo 4-2-3-1 em vez do 4-1-4-1, forçado pelo posicionamento dos atacantes palmeirenses. Gabriel Jesus foi escalado bem à frente, ao lado de Alecsandro.

“O Palmeiras jogou na quarta-feira com 4-4-2, com dois pivôs e com mais dois de beirada. Ele retomou hoje uma das opções, que era jogar com o Gabriel Jesus por dentro. Sem bola, eu puxei o Elias para o lado do Bruno Henrique. Como havia uma flutuação pelas laterais, ele se posicionava mais do lado do Bruno para compactar”, disse Tite, que negou ter sido surpreendido.

Com isso, Elias, que habitualmente joga na segunda linha de quatro, teve de recuar para atuar ao lado de Bruno Henrique. Cuca ainda usou da marcação individual para neutralizar alguns jogadores do Corinthians. Guilherme foi acompanhado de perto pelo volante Gabriel, enquanto Arouca cuidou das infiltrações de Elias.

Sem saída pelos lados

O time de Tite ainda teve dificuldades pelos lados. Giovanni Augusto, pela direita, e Lucca, à esquerda, não encontraram espaços entre os laterais palmeirenses bem postados na linha defensiva. 

“Com as duas linhas de quatro, ele interrompeu nossos laterais. O Gabriel ficou também em cima do Fagner. Depois com modificações do lado (Dudu), eles neutralizaram essa saída com os dois laterais nossos”, explicou Tite, que ainda frisou a postura alviverde. “O Palmeiras ficava nos esperando na saída de bola. Não saía na pressão.”

Cuca ainda conseguiu prender os laterais corintianos, conhecidos pela força ofensiva — nove das 14 assistências da temporada foram dadas pelo trio Edilson, Fagner e Uendel. Zé Roberto e o Robinho marcaram muito pelo setor, no 4-4-2 de Cuca.

“Preenchemos bem os espaços, articulamos jogadas, não tinham ligações diretas. Foi um primeiro tempo mais truncado em que fomos até um pouco superiores taticamente. Foi uma vitória merecida pelo que o time construiu e se organizou nos 90 minutos”, frisou o treinador palmeirense.

Golpe de misericórdia

Aos 16 minutos do segundo tempo, Cuca fez uma alteração para soltar mais o time, que passou a atuar no 4-2-3-1. Dudu entrou no lugar de Robinho. Com isso, Gabriel Jesus e Zé Roberto abriram pelas pontas, com o camisa 7 por dentro.

“Quando ele entrou, mudamos taticamente a equipe, que jogava com Gabriel Jesus e Alecsandro, como na quinta. Eu só mudei peças. As linhas de quatro com os dois. Com o Dudu abri mais o time, mas na hora que a gente imaginava que ele ia aguentar até o fim. Ele criou boas jogadas, fez um gol e quase o segundo”, finalizou Cuca.

O jogador, que decidiu o jogo com menos de 30 minutos em campo, elogiou a postura do treinador na sexta partida à frente da equipe. “O Cuca montou o time muito bem, fez um esquema muito bom, conversou muito ontem com a gente. A equipe está fazendo o que ele pede”, frisou.

Fonte: Bol.com.br

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