Conheça a poetisa que trabalhou com Beyoncé no novo álbum "Lemonade"

O furor midiático do anúncio de um novo trabalho da cantora Beyoncé, lançado neste sábado (23), foi tamanho que alguns detalhes da produção foram deixados de lado.

A frase “Eu tentei fazer de você uma casa, mas portas indicam portas traiçoeiras”, que inicia o álbum, gerou desconfiança de que algo não anda bem na relação entre Jay-Z e Beyoncé. Na verdade, o trecho em questão é de Warsan Shire, uma poetisa de 27 anos, que publicou seu primeiro panfleto, “Ensinando Minha Mãe a Dar a Luz”, em 2011.

Instagram/wu_shire

Nascida na Somália mas residente na Inglaterra, a jovem dialoga com questões sociais mas também com o amor. Ano passado, o texto “Her Poem Home”, escrito em 2009. foi difundido nas redes sociais por tratar dos refugiados. “Você tem que entender que ninguém coloca suas crianças em um bote a não ser que a água seja mais segura que a terra”, escreveu a poetisa.

Creditada por “adaptação cinematográfica e poesia”, Shire tem trechos dos seus poemas declamados por Beyoncé nos intervalos entre cada música. Para a BBC, “Apesar de ser introspectiva, as palavras de Shire queimam com uma fúria silenciosa”. 

“Lemonade”

O álbum, já disponível para streaming, reúne 12 faixas e participações de músicos como The Weeknd, Kendrick Lamar, James Blake e Jack White, 

O lançamento foi feito com um especial de TV para o canal HBO, onde foi exibida uma sequência de 12 clipes com temática focada no poder da mulher e no preconceito racial.

Este é o segundo “álbum-visual” consecutivo de Beyoncé. O anterior, que leva apenas o nome da cantora, foi lançado em 2013.

Gravado entre 2014 e 2016, o álbum é baseado, segundo o Tidal, “na jornada de auto conhecimento e cura de toda mulher”.Entre os samplers usados no disco há trechos de músicas de Led Zeppelin (“When the Levee Breaks”, em “Don’t Hurt Yourself”), Isaac Hayes (“Walk On By”, usada em “6 Inch”), King Crimson (“The Court of the Crimson King”, em “Lemonade”) e Animal Collective (“My Girls”, também utilizada em “6 Inch”).

A sonoridade do disco passeia pelo R&B moderno e rap, que são marcas de Beyoncé, mas agora com influências mais fortes de rock e jazz. Uma sonoridade que serve de fundo para o discurso político da cantora, que nunca abraçou tão forte o feminismo e luta pelo direito das minorias.

Fonte: Bol.com.br

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