Contraditório: Você é a favor da regulamentação do uso da maconha para fins recreativos?

O debate sobre a liberação da maconha para uso recreativo, como vem sendo discutido em alguns países, inclusive no Brasil, além de ser um absurdo, é contraditório. A maconha é uma droga maléfica e, por ser de fácil acesso, é a porta de entrada para o vício. Quantas famílias se veem destruídas porque seus filhos caíram na tentação de um “divertimento” e hoje são completamente dependentes das drogas?

Argumentar que a maconha pode ser usada de forma recreativa, que a criminalidade pode diminuir e o custo da recuperação tende a ser reduzido não encontra respaldo na realidade. E quem defende a legalização ainda alega que, liberando o comércio, quem vender e cultivar a Cannabis pagará imposto e aumentará a receita dos estados e da União. Mesmo em tempos de crise econômica, nem todo argumento pode ser utilizado, principalmente aqueles que afetem a saúde e a vida das pessoas.

Afirmar que o uso da maconha não vicia também esbarra nas pesquisas científicas. No Centro Nacional de Dependência e Abuso de Substâncias, do Instituto Nacional de Abuso de Drogas, o estudo realizado comprovou que, se retirar a maconha de forma abrupta, o usuário sente as conseqüências: ansiedade, calafrios, suor, sintomas físicos e redução do apetite. Com isso, a pesquisa comprovou os efeitos da abstinência. Portanto, maconha vicia.

Se há países que hoje debatem sobre a possibilidade do uso recreativo da maconha, outros, inclusive do considerado primeiro mundo, já reavaliam a liberação que permitiram. A Holanda é um exemplo. Locais que se transformaram em pontos liberais em Amsterdã, onde o comércio controlado da droga expandiu, viu a chegada dos traficantes de cocaína, heroína e ecstasy. “Turistas” foram atraídos pela maconha, mas chegaram dispostos a consumir de tudo. Prato cheio para o narcotráfico.

O mesmo exemplo foi visto em Zurique, na Suíça. Houve liberação das drogas em um dos bairros, digamos, para testar. O resultado foi desastroso, com a invasão de traficantes. O governo suíço teve que rever a decisão tomada e voltou a proibir o uso de drogas. Depois disso o bairro Langstrasse passou novamente a ser frequentado por famílias.

Portanto não é legalizando a maconha para uso recreativo que veremos nossos jovens distantes das drogas. Tampouco teremos os cofres públicos recheados de dinheiro proveniente dos impostos pagos pelos cultivadores e comerciantes. Temos é que combater através de medidas preventivas e com investimentos na educação.

O custo é alto. Para se ter ideia, o governo brasileiro gastou cerca de R$ 5 bilhões desde 2011 no combate às drogas e na recuperação dos usuários. E ainda é pouco. É preciso que a própria sociedade tenha consciência dos males que as drogas causam e não permita que a porta de entrada seja aberta legalmente, como querem os defensores da maconha. Os nossos jovens são as principais vítimas. O vício destrói vidas, interrompe futuros promissores e aniquila as famílias.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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