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De Mistura quer 'revitalizar' trégua na Síria antes da próxima rodada

Genebra, 28 Abr 2016 (AFP) – O enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, quer “revitalizar” o cessar-fogo no país, que corre um “grave perigo”, antes de marcar uma data para a próxima rodada de negociações inter-sírias de paz.

Em uma entrevista coletiva concedida na madrugada de quarta para quinta-feira em Genebra, De Mistura indicou que tinha feito um chamado ao Conselho de Segurança da ONU aos Estados Unidos e à Rússia, os dois “padrinhos” do cessar-fogo assinado em 27 de fevereiro para que atuem neste sentido.

O enviado especial recomendou ao Conselho de Segurança da ONU que organize em um futuro próximo um encontro do GISS (Grupo internacional de apoio à Síria, composto por 17 países e copresidido pela Rússia e pelos Estados Unidos).

“Durante as últimas 48 horas, morreu um sírio a cada 25 minutos, o último pediatra que restava em Aleppo teria morrido nos bombardeios registrados” à noite, criticou De Mistura.

“A trégua continua viva, mas corre um grande risco”, disse.

“Queremos conseguir esta reunião do GISS antes de lançar a nova rodada no mês de maio”, disse.

“Meu objetivo consiste em continuar as conversações com pelo menos uma ou duas rodadas até junho”, acrescentou.

A terceira rodada das negociações inter-sírias terminou na quarta-feira. Teria começado em 13 de abril.

Pela primeira vez, De Mistura também publicou um resumo, de sete páginas, das conversações mantidas durante esta rodada de diálogo, centrada na agenda de uma transição política na Síria e na instalação de “uma governança” de transição “inclusiva”.

“As partes sírias aceitam agora a necessidade de uma transição política” que seja supervisionada por uma “nova e inclusiva governança, que substitua a governança atual na Síria”, destacou De Mistura, admitindo que persistem divergências “substanciais”.

De Mistura salientou ainda que a rodada de negociações recém-concluída foi muito influenciada pela degradação da situação na Síria, e pediu especialmente o acesso da ajuda humanitária a cidades como Duma, Darraya, Madamiyet Elsham e East Harasta.

Finalmente, De Mistura elaborou uma lista dos problemas “fundamentais” que devem ser solucionados para se instalar uma transição “política viável” na Síria, que poderá ser modificada a medida que avancem as discussões.

Fonte: Bol.com.br

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