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De onde vem os nossos medos?

Da esquerda para a direita Alice, Helena,Ana Carolina, Isaias, Luís Guilherme e João Henrique revelam o que os assusta. Foto: Julio Jacobina/DP
Da esquerda para a direita Alice, Helena,Ana Carolina, Isaias, Luís Guilherme e João Henrique revelam o que os assusta. Foto: Julio Jacobina/DP

Medo de escuro, de dentista, de bicho que mora dentro do armário, de aranha. Todo mundo tem alguma coisa que acha mais assustadora do que as outras e muitas vezes não sabe como lidar com isso. O medo é um sentimento ligado diretamente à ansiedade e à antecipação de algum perigo que pode vir a ser enfrentado. Um exemplo são os insetos. Muita gente tem medo dos bichinhos por causa de sua aparência diferente e acaba achando que eles são uma ameaça, que podem atacar a qualquer momento e fazer coisas inimagináveis. Mas não é bem assim.A psicanalista infantil Elke Diniz afirma que ter um pouco de medo é importante. “É preciso transformar o medo em coragem, pois é ele que faz com que a gente tenha limites na hora do perigo”, explica. Ela também conta que o sentimento é importante principalmente quando começamos a fazer atividades sozinhos. “O fundamental é os pais encorajarem a criança a enfrentar os próprios medos, sempre dizendo que estarão com elas. O que não pode é alimentar o medo para que ele vire uma fobia”, diz.

Apesar de o sentimento ajudar na sobrevivência da espécie, pois o coração bombeia mais sangue fazendo com que o corpo fique mais forte, o medo também pode deixar a pessoa paralisada. Quando não tratado, ele também pode se transformar em fobia, que nada mais é do que um receio exagerado das coisas. E eles não acontecem só nas crianças. Na hora do noticiário, podemos observar muitos adultos com medo do que pode acontecer com a política e a economia do país. Eles comentam como a crise tem afetado a vida financeira da família, entre outras coisas. Essas não são preocupações que as crianças geralmente têm, apesar de algumas vezes, influenciadas pelo discurso dos pais, tendem a ficar com medo das consequências do desconhecido. Mas, finalmente, criança tem medo de quê?

“Eu tenho medo de escorpião e de lagartixa. Acho que eles podem subir em mim e me picar. Quando eles aparecem,
eu sempre corro e chamo meu pai, que assusta eles com a sandália.”
Alice Freitas, 6 anos

“Tenho medo de ficar sozinha no escuro. Me dá a sensação de que estou sem minha família. Por causa disso minha
mãe sempre coloca um abajur ou deixa uma vela acesa para mim.”
Helena dos Santos, 9 anos

“Morro de medo de cachorro e de gato. Quando era mais nova fui brincar com um gato que parecia fofo, mas arranhou meu rosto. Outra vez, brincava na rua e uma cachorra correu atrás de mim.”
Ana Carolina, 10 anos

“Tenho muito medo de aranhas. Acho que elas são peludas e nojentas e podem subir nas pessoas. Se aparecer uma na minha frente, eu saio correndo e gritando, e ela não precisa ser muito grande”.
Isaias José, 10 anos

“Eu me assusto com fenômenos da natureza. Furacões, vendavais, tsunamis e terremotos. Também me preocupo com as outras pessoas que possam sofrer com esses desastres naturais”.
Luís Guilherme, 10 anos

“Eu tenho medo do mar. Já cheguei a sonhar que estava quase me afogando. Também tenho medo dos bichos que vivem nele, como o tubarão e os ouriços. Só não tenho medo das baleias”.
João Henrique, 8 anos

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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