Dezoito espécies marinhas estão esgotadas ou superexploradas no Chile

Um total de 18 espécies marinhas estão esgotadas ou superexploradas no Chile, devido principalmente à pesca ilegal, ao extenso território em que são exploradas e à diminuição de exemplares jovens, alertou um boletim do governo do país.

O documento sobre o estado da situação da pesca até 2015 baseou-se em 25 espécies que foram analisadas de um total de 43 registradas pela Subsecretaria de Pesca e Aquicultura, e estabeleceu que “nove estão esgotadas ou em colapso, nove superexploradas e sete se encontram em estado de plena exploração”.

“Esta radiografia confirma o delicado estado de conservação que apresenta uma parte importante dos recursos pesqueiros de relevância econômica do nosso país”, disse Raúl Súnico, subsecretário de Pesca e Aquicultura.

A pesca ilegal, segundo a Súnico, é uma das principais ameaças das espécies marinhas, para o que o governo apresentou um projeto de lei ao Congresso destinado a fortalecer a fiscalização e endurecer as sanções.

Em 2015, a merluza de três barbatanas somou-se às espécies esgotadas, devido à sua exploração em uma grande extensão de território no Atlântico e no Pacífico, o que dificulta a sua recuperação.

Enquanto isso, o camarão-tigre-gigante passou ao estado de sobre-exploração, devido à redução da quantidade de exemplares juvenis no estoque explorável.

“A cada ano se deteriora ainda mais a crise pesqueira, adicionando-se uma nova espécie em estado de colapso e outra em sobre-exploração, este é um sinal claro de que o governo não tem conseguido reverter este grave problema que se arrasta há mais de uma década”, criticou Liesbeth van der Meer, diretora da organização internacional de conservação marinha Oceana.

O restante das espécies estudadas manteve a mesma condição de 2014, segundo o informe, cujos resultados ajudarão o governo a adotar medidas para a recuperação dos recursos pesqueiros afetados.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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