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Elizabeth Savala chega ao Recife com o espetáculo A.M.A.D.A.S.

Elizabeth Savalla interpreta Regina Antônia, que não aceita a perspectiva de envelhecer. Crédito: Miguel Teixeira/Divulgação
Elizabeth Savalla interpreta Regina Antônia, que não aceita a perspectiva de envelhecer. Crédito: Miguel Teixeira/Divulgação

A chegada da meia-idade e o medo de envelhecer estão no cerne do espetáculo A.M.A.D.A.S – Associação de Mulheres que Acordam Despencadas, com Elizabeth Savalla. A peça chega ao Recife para duas apresentações neste fim de semana, no sábado, às 21h, e no domingo, às 19h e traz a atriz em várias situações diferentes, em uma comédia que critica a busca pela juventude a qualquer custo. O texto, de Regina Antonioni, e a direção de Luiz Arthur Nunes trazem a personagem Regina Antônia, que embarca em uma paranoia relacionada à passagem do tempo. Ao se punir por não atender as exigências de um corpo jovem, repele até o marido.

Para Elizabeth, a vinda ao Recife em plena exibição da novela Eta mundo bom, da qual participal como a personagem Cunegundes, é uma forma de estar mais perto de uma cidade que conhece bem – seu marido é pernambucano. A atriz conversou com o Diario sobre a necessidade de estar perto do teatro, a vocação para a comédia e a demanda pela beleza no mundo contemporâneo.

Quem é esta mulher que o espetáculo apresenta?
O espetáculo fala sobre Regina Antonia, uma mulher que não é amada e  constata, um dia, estar “caída”. Um dia antes de completar 48 anos, ela encontra uma amiga que é três anos mais velha, mas parece ser 30 anos mais nova, embora esteja totalmente descaracterizada do que era antes.

Como você vê essa demanda pela beleza e juventude na meia-idade?
Antes de Newton descobrir a lei da gravidade, ela já existia, então é preciso aprender a envelhecer. O grande barato é ter saúde. Vemos essa história de que o mundo é dos jovens, mas esta é uma grande mentira. Quando “cai” tudo, a pessoa não se sustenta. A juventude também sofre muitas pressões: com 15 anos, você tem de descobrir o que quer ser no resto de sua vida. Eu, por exemplo, nunca tive tempo para me cuidar. Nós, atores, temos horários diferentes das outras pessoas.

Embora muitas pessoas a conheçam da TV, você não se desliga do teatro. O que ele significa para sua carreira?
O tearo é fundamental para o ator. É a casa dele, é onde se cresce como profissional. A cena não suporta engodos. Ali mesmo, na hora, você vê se o público gostou ou não. O ator também não se vê tão controlado como no cinema, que é uma arte do diretor. Eu queria duas coisas na vida: ser mãe e ser atriz. As duas coisas aconteceram. Não consigo ficar longe do teatro.

Esta é uma peça cômica e é algo que você gosta de experimentar tanto no teatro quanto na TV. O que te leva a fazer comédia?
A comédia na TV foi algo que aconteceu mais recentemente. Já fiz muita mocinha na Globo. Passar da protagonista para a antagonista foi uma briga muito grande. Eu dizia: “Quero fazer a vilã, não aguento mais chorar. É tanta lágrima que dá ate dor de cabeça”. A gente se diverte sendo a má. No teatro, faço comédia desde que me conheço por gente. Meus personagens, mesmo os mais dramáticos, sempre têm um pouco de comédia. A gente não pode se levar a sério. A gente tem que agradecer cada dia de vida.

SERVIÇO
A.M.A.D.A.S – Associação das Mulheres que Acordam Despencadas, com Elizabeth Savalla
Onde: Teatro de Santa Isabel – Praça da República, s/n, Santo Antônio
Quando: Sábado, às 21h, e domingo, às 19h
Ingressos: R$ 90 e R$ 45 (meia) para a plateia, frisas e camarote A; R$ 70 e R$ 35 (meia) para o camarote B
Informações: 3355-3322

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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