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Em Belém, de 4.585 habitantes, 4.580 são eleitores

Com dados do IBGE e TSE, PSDB pede ao TRE recadastramento eleitoral no município

 

As coisas inusitadas da política em Alagoas.

Pelo menos um município aqui no estado, tem praticamente toda a população como eleitora. É em Belém, onde números do IBGE em 2015 apontam que são 4.585 habitantes e consta no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com base na eleição de 2014, que estão legalmente aptos como eleitores 4.580 pessoas.

Na lógica, a conta não bate.

Mas é certo que muita gente de Belém pode estar morando fora, ter feito vida profissional na capital ou pelas vizinhanças e até em outros estados e  continuar votando em sua cidade natal, mas mesmo assim são indicadores suspeitos em um município de pequeno porte populacional. Ainda mais, que um dos critérios para se alistar em Belém como eleitor é uma declaração do posto de saúde municipal, atestando que a pessoa recebe atendimento médico na cidade.

Não parece que seja esse um documento que possa de fato validar o domicílio de alguém, em todo caso, cada município uma política, cada cartório uma cabeça.

Tramita na Justiça Eleitoral um pedido de recadastramento eleitoral em Belém, feito pela presidente do PSDB do município, Ana Paula Santa Rosa. Ela deu entrada dia 8 deste mês de abril no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e na décima zona eleitoral, responsável pela jurisdição de Belém.  Ana Paula está convencida de que tem político transferindo eleitores de outros municípios para lá, por conta da eleição agora em 2016, e suspeita que em 2012 essa irregularidade já estivesse acontecendo.

Não basta a recontagem, é preciso investigar a responsabilidade de quem comete esse tipo de ilicitude e punir, na hipótese de que os números não condizem com a realidade do lugar. Tomara que a denúncia seja de fato apurada. Não há mais espaço para se fazer política com corrupção, independente dela estar fincada no Palácio do Planalto, no Congresso Nacional, ou em algum lugar de Belém, em Alagoas.

 

Por Eliane Aquino

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