Equador trabalha para ajudar afetados de terremoto que deixou 646 mortos

Quito, 23 abr (EFE).- Ao completar uma semana do terremoto que estremeceu o litoral norte do Equador, o país continua empenhado em ajudar os afetados e reparar os danos.

De acordo com o presidente Rafael Correa, o número de mortos do terremoto de magnitude 7,8 ocorrido no sábado passado se elevou a 646. Ao todo, 130 pessoas permanecem desaparecidas. Segundo ele, 12.492 feridos foram atendidos e 113 pessoas foram resgatadas com vida. Atualmente, 26.091 estão em abrigos.

Correa, que anunciou que nas próximas horas assinará um decreto para declarar oito dias de luto oficial pelas consequências do terremoto, disse que o país já enfrentou o mais “triste” e “forte” que é o resgate das vítimas, mas destacou que esse é apenas o início, pois falta a etapa de reconstrução e reativação.

O presidente lembrou os muitos cidadãos que estão angustiados por estarem sem emprego, terem perdido suas casas e pertences, e que vivem a sensação de insegurança pelas réplicas do terremoto que, segundo disse, já são quase 800, quatro delas de seis graus de magnitude na escala Richter.

Equipes do governo enviadas às zonas afetadas coordenam os trabalhos para restabelecer totalmente a rede elétrica, o fornecimento de água potável e a comunicação, assim como para estabelecer abrigos. Nesse sentido, Correa disse que serão construídos albergues para que os afetados possam passar os próximos meses.

Ele explicou que também está em busca casas de amparo, como alternativa para os afetados e revelou que implantará um sistema que pagará famílias em Manta, Portoviejo, Quito e Guayaquil para receber afetados do tremor, um método que ele defendeu ser “mais eficiente e mais humano”.

Além disso, ele afirmou que suas equipes estão em busca de contêineres onde possam ser guardados os pertences das populações que não quer abandonar suas casas por medo de perdê-las, apesar de estarem destruídas.

Segundo o site da Secretaria Nacional de Gestão de Risco, como consequência do terremoto, 6.998 imóveis ficaram destruídos e 2.740 danificados. Ao todo, 281 escolas foram atingidas.

As autoridades seguem avaliando a região para determinar o estado das edificações que podem cair ou estão em perigo, segundo explicaram os ministros envolvidos no tradicional relatório semanal de ações, no qual se destacou o trabalho da equipe médica para atender as emergências.

Nessa reunião, transmitida por vários canais de TV, emissoras de rádio e sites, o ministro do Interior, José Serrano, encargado da coordenação dos trabalhos na cidade de Pedernales, uma das mais afetadas, disse que foi realizado um levantamento para determinar quantas casas ainda estão habitadas.

“Mais ou menos 12 mil pessoas deixaram Pedernales, algumas de forma temporária, outras de maneira permanente”, informou Serrano.

Segundo as autoridades, as pessoas que estão fora de casa recebem doações de água e alimentos.

Embora tenha sido dito que dados preliminares seriam divulgados neste fim de semana, presidente explicou que ainda não será possível passar essa informação e adiou o anúncio para as próximas semanas.

Ele lembrou, no entanto, o governo conta com US$ 600 milhões em linhas de contingência, para despesas emergenciais, prevenção e reconstrução, assim como para investimentos em habitação.

“Fundo Monetário também nos ofereceu financiamento, sem condicionalidade”, ressaltou Correa.

Fonte: Bol.com.br

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