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Estado de Utah declara guerra ao pornô, um "problema de saúde pública"

Denver (EUA), 21 abr (EFE).- O estado de Utah está em plena batalha para combater o “problema de saúde pública” que a pornografia representa para esta conservadora região dos Estados Unidos, que é a que mais consome conteúdo adulto no país.

O governador Gary Herbert assinou na terça-feira uma lei declarando que a pornografia “perpetua um ambiente tóxico sexual (e) está contribuindo à hipersexualização dos adolescentes”.

A iniciativa ganhou o apoio da Coalizão de Utah contra a Pornografia (UCAP), que hoje começou uma campanha nas redes sociais para advertir aos menores dos perigos e efeitos negativos desse tipo de expressão da sexualidade.

Herbert assinou duas medidas para diminuir estes supostos efeitos entre os mais jovens. A primeira, a resolução SCR 9, cuja meta é que “as crianças de Utah entendam o cunho viciante da pornografia” assim como o “prejuízo” que produz na sociedade.

A outra medida, a lei HB155, patrocinada pelo senador estatal Todd Weiler, exige que os técnicos que reparem computadores e encontrem material de pornografia infantil nessas máquinas devem reportar às autoridades correspondentes o fato ou eles mesmos poderiam ser acusados de cometer um crime por não fazê-lo.

Nenhuma das duas medidas proíbe a pornografia ou estabelece punições para quem a possui, mas sustenta que a pornografia se “iguala a violência contra as mulheres e as crianças”, como consequência, “fomenta o tráfico sexual, a prostituição, as imagens de abuso sexual de menores e a pornografia infantil”.

Weiler, que ao apresentar sua medida sugeriu que a pornografia provoca baixa auto-estima nos adolescentes e conduz a comportamentos sexuais de risco, faz uma analogia entre este material e o tabaco, que não é necessário ser proibido para que a população deixe de consumi-lo para o seu próprio bem. No entanto, a lei assegura que o uso da pornografia pode ter efeitos no “desenvolvimento cerebral” e está vinculada à “diminuição do desejo dos homens jovens ao casamento, a insatisfação no matrimônio e a infidelidade”.

Um estudo da Universidade de Harvard de 2009 revelou que Utah é o estado do país com o maior consumo individual de pornografia online, com 1,69 assinantes de sites de entretenimento para adultos, seguidos do Havaí (1,37) e do Alasca (1,15), quase o triplo de Virgínia Ocidental (0,5), Dakota do Sul (0,55) e Arkansas (0,59).

Segundo a UCAP, é “muito complicado” falar com as crianças sobre pornografia e sobre exploração sexual de menores, especialmente no caso dos pré-adolescentes, mas é fundamental fazer isso “para protegê-los”.

Fonte: Bol.com.br

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