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Estado Islâmico liberta 170 trabalhadores sequestrados na Síria

Cairo, 8 abr (EFE).- O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) libertou nesta sexta-feira os 170 funcionários da fábrica de cimento de Al Badiya, em Damasco, sequestrados quarta-feira à noite durante uma ofensiva contra a Al Dumair, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Em comunicado, o OSDH indicou que a libertação aconteceu graças à mediação de personalidades locais. Ontem, a entidade informou que outros 140 empregados da fábrica tinham conseguido escapar. Agora, espera-se que os libertados cheguem aos poucos à Qalamun Oriental.

O OSDH alertou, no entanto, que segundo informações não confirmadas com a segurança da fábrica, os soldados leais ao regime do presidente da Síria, Bashar al Assad, que protegiam a região e também foram capturados, seguem mantidos como reféns.

Até o momento, não houve confirmação oficial da libertação dos sequestrados. Segundo a agência estatal de notícias “Sana” são 300 os trabalhadores sequestrados e não 170 como afirma o OSDH.

A região de Al Dumair, que inclui vários quartéis militares sírios abandonados, é compartilhada por forças governamentais e grupos afins, por um lado, e pelo EI, do outro. Grupos do Exército Livre Sírio também estão na zona e lutam ao mesmo tempo contra os jihadistas e os soldados do regime de Assad.

A nova escalada de confrontos começou na terça-feira, quando o EI expulsou de forma surpreendente soldados do regime que estavam no controle da região, sobretudo no aeroporto militar de Al Dumair.

O OSDH informou ontem que 20 militares do regime, entre eles três oficiais de alto escalão, morreram nas últimas 24 horas, após tentar repelir esses ataques do EI. Além disso, 35 jihadistas teriam morrido durante os enfrentamentos e por causa dos bombardeios da artilharia e da aviação das forças governamentais.

O comandante do segundo regimento do Exército Livre Sírio, general Khaled Lahbus, disse à Agência Efe que o avanço dos jihadistas em Al Dumair poderia cortar a conexão entre as facções dos rebeldes situadas ao leste e ao oeste da região.

Sobre a importância militar de Al Dumair, Lahbus explicou que a região abriga uma importante base da Força Aérea da Síria e contribui na cobertura aérea de Damasco e de seu aeroporto civil.

Atualmente está em vigor um cessar-fogo na Síria, aceito pelo regime de Assad e pela Comissão Suprema para as Negociações (CSN), principal aliança de oposição. O EI e a Frente al Nusra, filial síria da Al Qaeda, não fazem parte do pacto.

Fonte: Bol.com.br

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