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Estrela do Audax veio "via" supermercado e fez golaço em Itaquera

Destaque da classificação para a final do Paulista, com direito a golaço, Danilo Neves está no Audax desde 2006, mas é com o apelido Tche Tche que ele, agora aos 23 anos, se tornou uma das referências do surpreendente finalista do Paulistão, que superou no domingo o Corinthians em Itaquera. É quase sempre assim que ele é chamado pelos colegas de clube, menos pelo treinador Fernando Diniz.

“Às vezes, o Diniz fica bravo e me chama de Danilo”, brinca Tche Tche, que marcou um golaço de perna esquerda na semifinal contra o Corinthians e ainda converteu um dos pênaltis na decisão final. O time de Osasco venceu por 4 a 1 na disputa depois do empate por 2 a 2.

É justamente nas mãos do temperamental e ousado Diniz que ele passou a ser, por exemplo, um dos cinco principais passadores do Campeonato Paulista. Tche Tche, que também tem o drible fácil como uma de suas principais virtudes, tem a marca do Audax em seu DNA como jogador. Foi descoberto em um torneio de supermercado.

“Eu morava em Guaianases, na zona leste, e jogava futsal no Juventus da Mooca. Meu pai me inscreveu na Supercopa Compre Bem. Fiz no primeiro ano, não passei. Mas, no segundo ano, acho que eram 15 mil moleques e ficamos só três ou quatro. Era dividido em várias etapas. Primeiro, eles faziam uma avaliação, depois se formavam times e a última fase era no CT do Pão de Açúcar”, recorda Tche Tche.

Aprovado aos 14 anos, ele passou a ser jogador do clube de futebol que se chamava Pão de Açúcar e foi todo formado como atleta no centro de treinamento localizado na Marginal Pinheiros, o mesmo onde surgiram nomes como Paulinho, ex-Corinthians e hoje na China, e Rafael Carioca, do Atlético-MG. Em 2011, cansado de ter o nome ignorado, o clube passou a se chamar Audax. Dois anos depois, o Grêmio Osasco comprou a equipe, que havia conseguido vaga na elite paulista. Assim, o acesso caiu no colo do time presidido por Vampeta.

A essa altura, Danilo já havia recebido o apelido que marca seu início de história no futebol. “Um amigo que jogava comigo, o Alex, me falou que eu me parecia com um menino chamado Tche Tche. Todo mundo começou a me chamar assim e aí ficou”, conta.

No último ano, depois de se destacar pelo Audax Osasco, ele teve a oportunidade de se transferir, mas não conseguiu jogar regularmente na Ponte Preta e no Boa Esporte. Nesta temporada, voltou para se consolidar como destaque no time de Fernando Diniz. Já no início do Paulistão, pela segunda rodada, indicou boa forma. Na derrota por 1 a 0 para o Corinthians, ganhou elogios.

“A gente acabou perdendo, mas o Tite me cumprimentou na saída do jogo e disse que havia gostado da minha intensidade em campo”, recorda.

Sábado, depois da classificação, Tche Tche desabafou. “Muitos achavam que levaríamos uma goleada aqui.”

Tche Tche também comentou o gol que marcou no tempo normal. “Foi um chute sem pensar”, disse ele, que afirmou treinar bastante a jogada. Se este gol foi com a perna esquerda, o jogador cobrou seu pênalti com a direita: “É uma facilidade que eu tenho de ser ambidestro. Vem dando certo”, comemorou.  

Fonte: Bol.com.br

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