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Estrela mundial, DJ Alok tem equipe de 50 pessoas: "Não consigo desfrutar"

Viagens constantes, shows para dezenas de milhares de pessoas, assédio da imprensa e dos fãs. Esta é a rotina atual do DJ brasileiro Alok, 24, expoente da EDM (electronic dance music) nacional. Ele fez três sets na Tomorrowland, um na quinta-feira (21), no palco principal, e dois na sexta (22), na área da piscina e na tenda que levou seu nome. A agenda foi apertada.

Mas o carismático DJ brasiliense revela que essa vida também exige sacrifícios. “Minha responsabilidade aumenta cada vez mais, nem consigo relaxar. Não consigo desfrutar. É como carregar um piano nas costas”, diz. Alok tem uma equipe de 50 pessoas e quatro empresários para ajudá-lo.

Leia a seguir à rápida entrevista que ele concedeu ao UOL nos bastidores da Tomorrowland (ele tinha apenas 5 minutos disponíveis, entre um show e outro):

DJ Alok – Como você lida com uma agenda de shows tão cheia?

UOL – É louco. Lá atrás, quando eu sonhava em tocar no mundo inteiro, eu pensava que [a experiência] devia ser animal. Hoje, vivendo isso, vejo que a responsabilidade é tão grande… Não tenho mais uma rotina, vivo dentro dessa loucura. Não sei onde vou estar amanhã, onde vou estar depois de amanhã, é difícil fazer planos. Eu realmente vivo para isso. Minha vida acontece em torno da agenda de shows. Mas acho legal poder fazer o que amo, transmitir uma mensagem. Enquanto eu puder fazer isso, está tudo certo.

Você já montou uma equipe para lidar com toda a demanda?

A empresa Alok tem hoje mais ou menos cinquenta pessoas trabalhando. É muita gente. Lá atrás, quando comecei, vi que sozinho não chegaria muito longe. Podia até fazer sucesso, mas não ia durar muito, então foi quando eu comecei a distribuir responsabilidades, a fazer com que as pessoas se sentissem parte do time. Eu trato todo mundo como se fosse um time, e não funcionários. A partir do momento em que você faz a pessoa se sentir parte, ela também cria responsabilidade no sucesso necessário para fazer aquilo acontecer. Hoje eu tenho quatro empresários, cada um deles com bifurcações. A agência Plus Talent trabalha pra mim, e tem também a William Morris, internacional. Com redes sociais e assessoria, temos 50 pessoas em torno do Alok.

Como você cria o seu set? Na Tomorrowland você tocou muitos remixes de clássicos do rock e do pop

Eu poderia muito bem chegar e tocar os top 10 hits que tão rolando no momento, mas isso não sou. Eu criei uma identidade, que chamo de Brazilian Bass, esse gênero que pede um som mais conceituado. Eu não posso colocar um remix de uma música super comercial do eletrônico e misturar aquilo, porque não é a mensagem que eu quero passar, a mensagem do Alok. Todas essas músicas clássicas foram eternizadas. São músicas que posso tocar hoje ou daqui a dez anos, que serão sempre lembradas. É por isso que eu trouxe isso à tona ontem, e tentei manter ao máximo minha identidade, transmitir para o Brasil e para o mundo quem eu sou.

Você fala muito de mensagem. Afinal, qual a mensagem do Alok?

Quero que as pessoas fujam da fórmula e saiam da caixa, que elas tenham fé. Eu sei que não sou a pessoa que tem o maior conhecimento de fazer música eletrônica, não sou engenheiro de som, mas tenho fé naquilo que eu faço. Por que eu estou vivendo um sonho e não aquele engenheiro que conhece muito mais que eu? Talvez porque ele tenha perdido a fé. Crie sua identidade e mostre isso para o mundo, as pessoas querem absorver algo diferente. Essa é a mensagem.

Você tem 24 anos e já é indicado como um dos maiores da EDM. Você pensa sobre isso?

Isso é louco, né? Eu penso, entre 7 bilhões de pessoas na Terra… Minha responsabilidade aumenta cada vez mais, nem consigo relaxar. Não consigo desfrutar. É como carregar um piano nas costas. O jogo é difícil. É mais difícil manter o sucesso do que chegar nele. Estamos nessa, espero que dure mais tempo.

Fonte: Bol.com.br

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