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Ex-CQC Marco Luque apresenta personagens no Altas Horas e faz teste para série

Marco Luque estreou no Altas Horas no início de abril. Foto: TV Globo/Divulgação
Marco Luque estreou no Altas Horas no início de abril. Foto: TV Globo/Divulgação

Por sete anos, Marco Luque foi coadjuvante da bancada do Custe o que custar (CQC), na Band, quando fazia comentários espontâneos que desarmava a condução dos apresentadores Marcelo Tas ou Dan Stulbach. A nova fase da carreira do comediante é global. Ele faz parte dos ex-CQCs que integram o núcleo de humoristas da Globo: Dani Calabresa (Zorra), Rafael Cortez (Vídeo show), Mônica Iozzi (grava a série A advogada do diabo) e Felipe Andreolli (Encontro com Fátima Bernardes).

O paulista, de 42 anos, está com um quadro no Altas horas, no qual leva personagens criados por ele e já conhecidos no teatro para o programa de Serginho Groisman. “Eu e Serginho estamos com uma energia muito boa. Não tenho do que reclamar, só curtir e dar o melhor de mim”, disse Luque, em entrevista ao Viver.
O convite para entrar na Globo partiu do próprio Serginho. “No CQC, eu era aquele homem da bancada. Não deu para aproveitar meus personagens. No Altas horas, cada sábado terá uma surpresa”, explica. Para ele, estar na Globo representa maior visibilidade. “As pessoas vão conhecer um trabalho que muita gente não sabe que eu faço. Eu vejo isso nas redes sociais”, reforça.

A projeção na Globo pode ser ampliada. O humorista fez um teste para uma série e aguarda a resposta. “Tenho formação de ator também. Estou à disposição da Globo, mas meu foco é o Altas horas e estou satisfeito de apresentar meus personagens no programa”, analisa.

Luque concilia a agenda na emissora com os compromissos no teatro e o canal no YouTube. No cinema, ele avalia convite para um longa-metragem e está no elenco do filme Talvez uma história de amor, estrelado por Mateus Solano, e previsto para o fim deste ano.

Com um país dividido, o CQC deixou de abordar assuntos políticos nos últimos anos. Acha que isso resultou na pausa/fim do programa?

Acredito que sim. Eu acredito que o CQC seria muito interessante e importante para a população em um momento como esse. A gente está com muio ingrediente. Temos muito material para fazer matéria.Mas foi uma decisao da emissora. Talvez atá pela situação eles resolveram tirar. Não sei porque arquivar. Espero que ele volte. É um formato de sucesso. Eu saí de lá com a sensação de missão cumprida. A gente mostrava que através dos votos, você muda o país. O CQC levantava essa consciência.

Humoristas como Danielo Gentili e Mônica Iozzi mostram suas opiniões constantemente na internet, independentemente das empresas de comunicação que trabalham. Como enxerga esses posicionamentos?
Eu acho que cada um faz o que está a fim de fazer. Tem pessoas que se influenciam com isso. Os artistas têm um certo poder quanto a isso. Eu sou a favor de um país sem corrupção, sem roubalheira, de um outro tipo de sistema. O atual sistema está esgotado. Dessa forma, qualquer um que tomar o poder vai poder roubar e se safar. Eu nem sou de esquerda, nem de direita. Meu lado é do povo, é do país. E espero que seja adotada as melhores medidas contra a corrupção para que qualquer um dos lados seja punido.

Com a experiência em duas emissoras distintas, o que sente falta na televisão brasileira?
Eu sinto falta de programas infantis na manhã. Tinha xuxa, TV Colosso… Quem quer programas infantis hoje tem que recorrer a TV fechada… Se tornou inviável a existência de programa infantil, porque não pode vender comercial. Devagarzinho, as crianças perdem o costume de assistir TV aberta. Vão para a internet e TV por assinatura consumir o que gosta.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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