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F-1 das ultrapssagens vê rivais mais perto da Mercedes, mesmo com vantagem

  • Johannes Eisele/AFP

O expressivo aumento do número de ultrapassagens, de mais de 200% em relação à média do ano passado, leva a crer que a Fórmula 1 vive uma das temporadas mais competitivas dos últimos anos. Por outro lado, Nico Rosberg venceu as três primeiras provas do ano, duas delas com bastante tranquilidade, e a Mercedes fez todas as poles positions. Afinal, será que a categoria está mesmo mais competitiva ou não?

Os números das primeiras etapas apontam que sim. No terceiro ano de um regulamento técnico relativamente estável, a Mercedes dá sinais de que está perdendo parte do domínio que marcou as últimas duas temporadas. Desde a introdução dos motores V6 turbo híbridos, a equipe só perdeu seis provas das 41 disputadas.

As estatísticas que compilam as voltas mais rápidas dadas por cada carro nas três primeiras etapas mostram uma diferença de 4,89% (a porcentagem é utilizada para desconsiderar as diferenças de tempo de volta entre as pistas) do primeiro para o último carro, ou seja, da Mercedes para a Manor. Ano passado, esse número era de 6,39% ao final da temporada. Desde 2014, a diferença nunca foi tão pequena.

Isso fica mais claro comparando diretamente os números dos GPs da Austrália, Bahrein e China de 2015 e 2016: em Melbourne, a vantagem da Mercedes neste ano foi de 0s8, contra 1s3 na temporada anterior. Na prova barenita, ela se manteve estável, em 0s5. E na China, caiu de 0s9 para 0s5.

Essa queda da vantagem já foi observada pelo chefe da equipe alemã, Toto Wolff. “Quanto mais tempo as regras permanecerem estáveis, maior é a tendência de convergência entre as performances, e é isso que temos visto agora”, avaliou.

E, mesmo ainda tendo uma vantagem considerável, o time tem motivos para se preocupar, uma vez que espera-se que Ferrari e Red Bull, as duas rivais mais próximas dos líderes, tenham ganhos significativos nas próximas etapas.

A Ferrari ainda não teria demonstrado todo o seu poderio, devido a um problema no turbo que faz com que Vettel e Raikkonen tenham que utilizar uma configuração menos potente. Para sanar isso, é esperado que a equipe faça uma atualização já para o GP da Rússia, próxima etapa, que será disputada neste final de semana.

Já a Red Bull, cujo carro é considerado o melhor do grid, confia na atualização do motor Renault, que deve ser feita no GP do Canadá, no início de junho. Com a melhora significativa da Honda para esta temporada, acredita-se que a unidade de potência francesa seja a mais fraca do grid atualmente.

Enquanto os rivais não melhoram o suficiente para tomar a ponta da Mercedes – e Lewis Hamilton não consegue ter uma corrida limpa – Nico Rosberg vai se aproveitando para abrir uma folga importante na liderança do campeonato, com 75 pontos, contra 39 do inglês. O terceiro colocado é Daniel Ricciardo, da Red Bull, com 36.

Fonte: Bol.com.br

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