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Fase da Lava Jato faz referência a técnica de datação de múmias e fatos antigos

  • Amir Cohen/Reuters

    Análise de pergaminho no Museu de Israel, em Jerusalém, que pode determinar o mais antigo texto bíblico

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O carbono 14, que nomeia a 27ª fase da Operação Lava Jato, iniciada nesta sexta-feira (1º), é um elemento químico famoso por sua utilização na datação de itens muito antigos, como fósseis e múmias. Presente nos corpos dos animais e plantas em geral, esse átomo é um isótopo radioativo do carbono 12, o mais abundante na Terra, e possibilita identificar a idade do elemento analisado.

A comparação estaria em fatos investigados pela força-tarefa que remontariam a acontecimentos antigos, como o assassinato do então prefeito de Santo André (SP), Celso Daniel (PT), em 2002.

Um dos alvos da operação, preso temporariamente, é o empresário Ronan Maria Pinto, dono do jornal “Diário do Grande ABC”, em Santo André (Grande São Paulo). Ele já havia sido condenado por participação em escândalo de desvio de dinheiro na prefeitura da cidade, que veio à tona após a morte de Celso Daniel.

As investigações da Lava Jato constataram que o pecuarista José Carlos Bumlai, investigado na operação, destinou dinheiro de empréstimo fraudulento do Banco Schahin para Ronan não contar o que sabia sobre o caixa dois do diretório local do PT e a relação desses recursos com o assassinato de Celso Daniel.

Pergaminhos do mar Morto

Enquanto o carbono 12 representa 98,9% de todo o carbono existente na Terra, o carbono 14 é encontrado em menos de 1% do total. A datação dos fósseis é possível devido à peculiaridade do carbono 14: ele é radioisótopo, ou seja, emite radiação. A radioatividade faz os átomos perderem partículas (prótons ou nêutrons), causando variação no seu número de massa ou em seu número atômico. Essa transformação é chamada de decaimento radioativo.

Em 5.730 anos, uma certa quantidade de carbono 14 ficará reduzida à metade, sendo a outra metade transformada em carbono 12 – que não emite radiação. Esse tempo é chamado de meia-vida. Quanto maior o período depois da morte do animal ou da planta, menos material dessa natureza permanece no organismo. A datação é possível por meio da determinação da atividade de carbono 14 na amostra.

Como exemplo de casos em que foi empregada a técnica da datação pelo carbono 14, pode-se destacar a análise dos manuscritos do mar Morto, que são as escrituras mais antigas já descobertas do Velho Testamento. Após os cálculos, verificou-se a idade de 2.000 anos, comprovando que os registros remontam ao tempo em que Jesus viveu.

Fonte: Bol.com.br

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