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Filme Capitão América: Guerra Civil amplia o combate entre super-heróis no cinema

Ícones dos Vingadores dividem-se em duas frentes. Marvel Studios/Divulgação
Ícones dos Vingadores dividem-se em duas frentes. Marvel Studios/Divulgação

Embates entre personagens dos quadrinhos representam uma fórmula quase tão antiga quanto o próprio conceito dos super-heróis. O confronto pioneiro saiu na revista Marvel mystery comics nº 8, em 1958. A briga entre Namor e Tocha-Humana inaugurou um filão dos quadrinhos, hoje visto também nas telas de cinema. Menos de um mês após a estreia de Batman vs Superman, as salas recebem mais uma disputa entre heróis, com a chegada de Capitão América: Guerra civil, em sessão a partir da meia-noite.

Oriente vs. ocidente, republicanos vs. democratas, “coxinhas” vs. “petralhas”, táxi vs. Uber, biscoito vs. bolacha: polarizações parecem inevitáveis, nas mais diversas esferas da vida social. E, se HQs refletem, mesmo que indiretamente, a sociedade, é esperado que surjam roteiros explorando dualidades. O novo longa da Marvel, que traz um cisma entre os principais personagens do seu universo cinematográfico, faz parte de uma leva recente de produtos apostando no antagonismo. Além dos ícones da Marvel e da DC se enfrentando na tela grande, produções deste ano mostraram os conflitos entre Demolidor e Justiceiro na série da Netflix. Em maio, duas frentes de mutantes se enfrentarão em X-Men: Apocalipse.

Terceiro filme do Capitão América e o segundo dirigido pelos irmãos Anthony e Joseph Russo, Guerra civil tem roteiro de Christopher Markus e Stephen McFeely e é, até o momento, a maior reunião de heróis na tela grande. A premissa do filme é a cisão da equipe dos Vingadores, pressionada, após um incidente, a atuar sob supervisão governamental.

Com Steve Rogers (Chris Evans) contra e Tony Stark (Robert Downey Jr.) a favor da medida, o supergrupo acaba dividido. É o primeiro filme da Marvel que não tem um vilão como principal antagonista. Embora não seja uma adaptação literal, o filme leva o título da HQ Guerra civil, de Mark Millar (roteiro) e Steve Mcniven (arte), uma minissérie em sete partes publicada entre 2006 e 2007.

Nos quadrinhos, a trama se desenvolve após confronto entre uma equipe inexperiente de heróis e vilões, que resulta na exploção de um quarteirão e centenas de mortes civis. O evento motiva a criação da lei de registro para superhumanos, a partir da qual todo indivíduo com superpoderes deve se registrar e revelar sua identidade, além de passar por um treinamento e ter as atividades supervisionadas pelo governo.

A inspiração para a série original foi o Ato Patriótico norte-americano, que entrou em vigor na gestão do presidente George W. Bush, após os atentados de 11 de Setembro. A medida foi bastante criticada à época por resultar na perda de privacidade para civis, ao autorizar a interceptação de ligações telefônicas e e-mails de organizações e pessoas (americanas ou estrangeiras), sem necessidade de autorização judicial, sob alegação de combate ao terrorismo.

A saga receberá continuação nos quadrinhos em maio deste ano, nos Estados Unidos. A trama, assinada por Brian Michael Bendis (o criador de Jessica Jones e há alguns anos um os principais roteiristas da Marvel), envolve um novo personagem com o poder de prever eventos futuros. Ele leva o Capitão América a defender que a habilidade seja utilizada para prevenir crimes antes de acontecerem, enquanto o Homem de Ferro vai contra a ideia de se combater e punir indivíduos antes do ato ser efetuado.

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[embedded content] Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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