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Fortuna de Prince deve ficar com Tyka Nelson, sua irmã mais nova

A cobiçada herança de Prince, avaliada em US$ 300 milhões (equivalente a mais de R$ 1 bilhão), deve ficar com a irmã mais nova do cantor, Tyka Nelson, de 55 anos. Essa é a especulação mais forte de sites e agências internacionais, como a Reuters.

Prince, que morreu nesta quinta (21) aos 57 anos, com causa ainda não identificada, era solteiro e não tinha filhos. Segundo o advogado do cantor, é possível que ele tenha deixado um testamento, mas os registros indicando quem assumiria seus bens ainda não foram localizados.

Caso Prince não tenha escrito um testamento, a herança será determinada em um tribunal. De acordo com a lei do Estado do Minnesota, terra natal de Prince, nesse caso a herança deve ser transferida, primeiro a netos e depois a pais e irmãos. Como Prince era órfão e não tinha filhos ou netos, o mais provável é que a fortuna seja repassada à sua única irmã.

“Esperamos que Prince tenha indicado tanto quem o seu beneficiário seria quanto como ele gostaria que suas propriedade fossem administradas. Prince era uma pessoa incrivelmente inteligente e teve grande representação legal”, disse o advogado Dan Streisand em entrevista à agência Reuters.

Segundo o empresário de Prince, Owen Husney, apenas o catálogo do artista é avaliado em mais de US$ 500 milhões (cerca de R$ 1,8 bilhões), que também entraria no acordo legal.

Tyka Nelson, que também tentou carreira na música, não teve o mesmo sucesso do irmão. Chegou a ter problemas com drogas e passou períodos em clínicas de reabilitação.

No dia da morte do cantor, ela visitou a casa de Prince e conversou rapidamente com fãs no local. “Ele amava vocês. Obrigado por amarem o Prince da mesma forma”, postou no Facebook agradecendo o carinho dos seguidores.

Trajetória

Filho de um músico de jazz, Prince Rogers Nelson nasceu em 1958, em Minneapolis, nos Estados Unidos, e logo na adolescência montou uma banda com vizinhos e um primo, o Grand Central. Já de início, carregava na parte instrumental extensa bagagem de influências, que iam de James Brown a Jimi Hendrix. Exímio instrumentista, foi eleito 33º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista norte-americana “Rolling Stone”.

Aos 19 anos, lançou o álbum de estreia, “For You”, em 1978, seguido de “Prince” (1979), “Dirty Mind” (1980) e “Controversy” (1981), movimentando a cena musical com seu som característico: baladas funkeadas com sintetizadores, letras provocativas e falsete.

Emplacou os hits “Why You Wanna Treat Me So Bad?” e “I Wanna Be Your Lover” nas paradas norte-americanas e se tornou um fenômeno pop dois anos depois, com o filme “Purple Rain” e a trilha sonora de mesmo nome. O longa contava uma história autobiográfica, sobre um roqueiro problemático de Minneapolis com problemas familiares.

Com a força dos singles “When Doves Cry” e “Let Go Crazy”, o álbum vendeu mais de 20 milhões de cópias em todo o mundo. “Purple Rain”, a canção, ganhou o Oscar e se tornou uma das baladas memoráveis do rock.

Em 1986, lançou um novo filme, “Sob o Luar da Primavera”, sem repetir o sucesso. O disco “Parade”, que servia como trilha, se saiu melhor e imortalizou o sucesso “Kiss”.

Mesmo com sucessos na parada, Prince sempre foi na contramão da indústria musical. Costumava formar bandas para acompanhá-lo nos projetos e chegou a trocar o próprio nome para um impronunciável glifo uma união dos símbolos do sexo masculino e feminino.

A mudança tinha como alvo a gravadora Warner, com quem o artista travou uma briga pública e constantemente chamava de “escravidão” o contrato assinado com a multinacional.

Em 2001, Prince se tornou Testemunha de Jeová e se mudou para Los Angeles para “entender melhor a indústria da música”.

Nos 15 anos seguintes, lançou 15 álbuns em que experimentou gêneros diversos e parcerias com artistas contemporâneos, como Lianne La Havas e Rita Ora.

No ano passado, decidiu retirar toda a discografia das plataformas de streaming e os icônicos clipes do YouTube e da Vevo. Manteve seus discos apenas no Tidal, serviço de streaming de Jay-Z, e no iTunes, da Apple.

Nos últimos meses, excursionava com o show “piano e microfone” para promover seu último álbum, o 39° da carreira, “HITnRUN Phase Two”, lançado em dezembro de 2015. O single “Baltimore” menciona a morte do jovem negro Freddie Gray pela polícia norte-americana.

Fonte: Bol.com.br

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