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Galeria Ranulpho comemora 48 anos com nova exposição

O marchand Carlos Ranulpho decidiu comemorar os 87 anos cercado do tema ao qual dedicou a vida: arte. Hoje, as portas da Ranulpho Galeria estão abertas para uma nova exposição, Comemoramos 48 anos com arte homenageando Vicente, na qual consolida tanto a passagem das duas efemérides quanto a relação de amizade entre o galerista e o pintor Vicente do Rêgo Monteiro (1899-1970).

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Desta vez, o aniversariante exibe versão compacta do legado deixado pelo artista. São cinco quadros, todos da década de 1960, além da reprodução de um autorretrato do pintor e trechos de críticas direcionadas ao trabalho de Vicente. “Ele dizia que era muito econômico, gastava muito pouca tinta”, comenta Ranulpho, ao lembrar da convivência.

O sucesso das duas exposições de Vicente do Rêgo Monteiro realizadas por Ranulpho pouco antes de morrer coincidiram com a ascensão da galeria, criada, por acaso, em abril de 1968. “Era joalheiro há 20 anos e decidi fazer uma exposição de desenhos de joias feitos por um amigo. Com o sucesso dela, decidi chamar outros artistas, mas, nesta época, não havia, como hoje, um mercado de arte na cidade. Os artistas pernambucanos não acreditavam muito nessa proposta, só Wellington Virgulino, que passei a representar”, recorda. Pernambucanos como Lula Cardoso Ayres e Reynaldo Fonseca ganharam espaço no mercado local a partir do trabalho dele como um dos primeiros marchands.

O início da galeria foi em uma Rua da Aurora ainda não tomada pela degradação ao qual o Centro do Recife foi relegado. Com o crescimento de Boa Viagem, mudou-se para a Rua dos Navegantes. A demanda de novos colecionadores o fez manter uma filial em São Paulo, no nobre bairro dos Jardins, até o fim dos anos 1990. “A presença do marchand é muito importante. Os compradores preferem falar comigo. Além disso, é difícil administrar uma empresa em dois lugares diferentes”. Em 2001, a Ranulpho Galeria passou a ocupar o casarão do Bairro do Recife onde funciona.

A rotina de Carlos Ranulpho não mudou. Todos os dias, trabalha na galeria até o anoitecer. Aos 87 anos recém-completados, nem cogita se aposentar. “Me sinto bem aqui. Uma das coisas mais importantes é gostar do que se faz, e, como em toda profissão, é preciso se dedicar”.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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