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Herói do Inter ignora badalação e ganha carinho por 'estilo discreto'

Uma pessoa menos habituada ao futebol que passar por Ernando na rua dificilmente saberá que se trata de quem colocou o Inter na final do Campeonato Gaúcho. O herói da vaga conquistada com a vitória por 1 a 0 diante do São José neste sábado é absolutamente discreto. E como é na vida, é no campo. O estilo ‘bom para o grupo’ agrada tanto que o técnico Argel Fucks revelou apreço especial ao atleta após o feito. 

“É um jogador fantástico. Aquele que você gostaria de ter como filho, sabe. Às vezes ele passa despercebido pela imprensa ou pela torcida. Mas é muito útil. Não se machuca, não faz pênalti, não falha, não compromete. Quando se lesiona, é na pré-temporada. É difícil um zagueiro fazer gols, e o Ernando ainda não tinha feito comigo. Isso coroa um grande profissional, humilde, centrado, regular. Uma grande aquisição do Inter. Precisamos deste tipo de jogador, com fome de crescer profissionalmente, com sede de títulos, com vontade de dar algo mais para sua família. Ele é assim. Com sua simplicidade, seriedade, é titular porque se mantém assim”, elogiou Argel.

Ernando é o mesmo dentro e fora de campo. Não é o tipo de jogador que usa roupas extravagantes ou penteados diferentes. Normalmente está com camisa pólo, calça jeans, um tênis sem grande destaque. É uma pessoa comum que não gosta de chamar atenção. 

Jogando, ele não é aquele defensor que dá muitos carrinhos, que abusa da força, que vai ao ataque fazendo jogadas de efeito. É simples. E atinge o que é proposto pelos treinadores que passaram pelo reservado do Inter nos últimos três anos. 

“Eu fico feliz pelos elogios e procuro corresponder dentro de campo. Mas sou um jogador que não sou tão badalado. Só procuro fazer minha função bem feita ali atrás, ajudando taticamente. Já joguei de volante e nas duas laterais”, disse Ernando. 

E em nada vai mudar. O zagueiro ex-Goiás gosta deste tipo de atitude e leva isso como molde de sucesso no clube. 

“Meu estilo é este. Não faço nada acima da média. Procuro cumprir meu papel. A confiança dos treinadores me ajudam muito. Estou no terceiro ano no Inter, na terceira final e joguei com todos os técnicos que passaram por aqui. Mesmo que tivessem jogadores com muito mais nome e bagagem que eu no grupo. Vim de um clube menor e com desconfiança. Mas consegui mostrar trabalhar”, completou. 

E foi provado neste sábado. Aos 30 minutos, após passe de Paulão, ele bateu forte e colocou o Inter na final. O adversário vem do jogo de volta da outra semi. Grêmio e Juventude jogam neste domingo e no duelo de ida vitória do time de Caxias do Sul por 2 a 0. 

Fonte: Bol.com.br

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