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Integrante do MST acampada na Bahia diz que ação é para denunciar golpe

Integrantes do MST acampam em frente ao Farol da Barra, em Salvador

Integrantes do MST acampam em frente ao Farol da Barra, em Salvador Sayonara Moreno/Agência Brasil

Os integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) – que ocuparam hoje (16) de manhã a BR-324, sentido Salvador- chegaram ao bairro da Barra por volta das 14h, em 18 ônibus.
As famílias acamparam no gramado em frente ao Farol da Barra (ponto turístico da cidade), onde montaram barracas, próximas aos banheiros químicos e a um caminhão-pipa, providenciados pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) na Bahia.

O Porto da Barra fica no bairro de classe média, que costuma fazer protestos tanto contra Dilma quanto a favor do impeachment. Apesar do simbolismo do local, uma das integrantes do MST, Leonice Rocha Ferreira, disse que a ideia “não é enfrentar os opositores”, mas ocupar um espaço simbólico. “Estamos aqui somente para denunciar o golpe, criminoso para nós. Queremos colocar que não vai haver golpe e continuaremos lutando pela democracia. Dizemos não à  violência, mas sim à democracia”, afirmou a militante que também acampa no local.

Segundo os organizadores, os manifestantes devem ficar em vigília até amanhã (17), para acompanhar a votação do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Amanhã (17), por volta das 9h, outros militantes de centrais sindicais, partidos políticos e movimentos sociais devem chegar ao ponto turístico para acompanhar também a votação. Integrantes do movimento informam que há a possibilidade de que um telão seja instalado na área, para a transmissão da votação. “Continuaremos amanhã por aqui na luta e mesmo se acontecer o crime do golpe, não abaixaremos a cabeça. Será mais um motivo para continuar a luta”, disse Leonice.

Também neste domingo, a Frente Brasil Popular, movimento contrário ao impeachment, vai promover atrações culturais no Farol da Barra, com cerca de 20 artistas locais, recitais de poesia e atividades que chamam de “atos contra o golpe”.

Fonte: Bol.com.br

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