Itália recebe mais de 9,6 mil imigrantes no mês de março

ROMA, 18 ABR (ANSA) – No dia da enésima tragédia na travessia de imigrantes ilegais pelo Mar Mediterrâneo, a agência da União Europeia para o controle de fronteiras, a Frontex, informou que mais de 9,6 mil imigrantes desembarcaram na Itália apenas no mês de março.   

O número é quatro vezes superior ao registrado no mesmo período de 2015, quando o país recebeu 2.283 pessoas, e mais do que o dobro das pessoas que desembarcaram na nação no mês de fevereiro. Ainda de acordo com os dados da Frontex, a maior parte dos estrangeiros vem da Nigéria, da Somália e de Gâmbia.   

O aumento do fluxo pode ser explicado pelo fato da Itália voltar a ser uma “rota atraente”, apesar de ser a mais perigosa do mundo, por causa do fechamento de acessos nas fronteiras gregas.   

O que comprova isso é que, no mesmo relatório, houve uma queda no número de estrangeiros que chegaram à Grécia após o acordo entre a União Europeia que limita e “devolve” imigrantes ilegais para a Turquia. Em números, foram 26.460 estrangeiros que chegaram às ilhas, menos da metade do mês de fevereiro – mas ainda três vezes superior ao registrado no ano passado.   

– Reunião de ministros: Nesta segunda-feira (18), os líderes europeus farão mais uma reunião para debater a crise imigratória que atinge o continente. A Itália, através de seu primeiro-ministro, Matteo Renzi, apresentou uma proposta que foi muito bem recebida pelos líderes da União Europeia, mas enfrenta resistência da Alemanha.   

“Dou as boas-vindas ao ‘migration compact’ de Matteo Renzi.   

Concordo em trabalhar em um plano ambicioso na União Europeia e G7/20 para cooperar com os países de terceiro mundo para controlar a imigração”, escreveu o presidente do Conselhou Europeu, Donald Tusk, em seu Twitter.   

Segundo o plano, será preciso uma maior atuação nos países de onde os imigrantes partem no mesmo esquema assinado com a Turquia. Haveria uma doação de dinheiro para essas nações. Outra proposta seria a criação de um Fundo Europeu para investir nesses países, com a construção de obras “socialmente úteis”.   

Além disso, seriam criados papeis em Bolsas de Valores para ajudar as nações e ainda criar programas para gerir esses fluxos financeiros. Na questão dos imigrantes “econômicos”, aquele que não são perseguidos ou sofrem com a violência de um governo, por exemplo, a proposta seria regularizar a situação de pessoas que sabem falar o idioma local e tem formação acadêmica. O documento ainda apresenta um capítulo pedindo para que a UE lute pela estabilidade política da Líbia.   

Apesar de ter sido bem recebido pelos líderes europeus, a Alemanha já afirmou que não concorda com o plano – especialmente, na questão sobre a criação de títulos financeiros.   

O porta-voz do governo de Berlim, Steffen Seibert, afirmou que “não há nenhuma base para um financiamento comum dos débitos para as despesas sustentadas pelos Estados-membros para a imigração”. Porém, Seibert ressaltou que os alemães irão “analisar de modo aprofundado” a proposta de Renzi. (ANSA)

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Fonte: Bol.com.br

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