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Japão anuncia perda de satélite de US$ 300 milhões

A agência espacial japonesa JAXA anunciou ontem o encerramento das operações do satélite de raios X ASTRO H, conhecido também como Hitomi. No final de março, a JAXA perdeu contato com o satélite de US$ 300 milhões, e estava desde então averiguando o incidente.

Segundo a agência, dois painéis solares do satélite foram separados do restante dele, o que torna impossível reestabelecer suas funções. Por isso, os esforços para recuperar o Hitomi serão interrompidos, e foco das investigações futuras da equipe será a análise das causas que levaram à perda do satélite.

O Hitomi havia sido desenhado para estudar fenômenos de alta energia, como clusters galáticos e buracos negros. Para isso, ele dispunha de um calorímetro de raios X de altíssima precisão, que foi desenvolvido ao longo de três décadas e três iterações. O custo de reconstrução do calorímetro seria de cerca de US$ 50 milhões, e o processo levaria de três a cinco anos.

Erro de engenharia

De acordo com a Nature, a perda do Hitomi pode ser atribuída a um erro de engenharia que deu início a uma série de problemas. O sistema de orientação do satélite, responsável por mantê-lo virado na direção correta, sofria interferência ao passar sobre uma região da América do Sul conhecida por emitir níveis elevados de radiação (chamada de Anomalia do Atlântico Sul).

A falha no sistema de orientação levaram o satélite a utilizar outro sistema na hora de realizar uma rotação pré-programada: um conjunto de giroscópios. No entanto, os giroscópios também estavam funcionando de maneira errada, o que fez com que o Hitomi girasse na direção errada.

O satélite ainda tentou corrigir a rotação, mas como seus sistemas de orientação estavam com problemas, ela girou cada vez mais rapido até perder o controle. A velocidade da rotação fez com que os painéis solares se quebrassem e voassem para longe, impedindo sua restauração.

A agência espacial japonesa comunicou “o mais profundo pesar” pela perda do Hitomi e desculpou-se com todos os seus parceiros internacionais (que incluem a NASA) e a todos os pesquisadores que pretendiam usar os dados coletados pelo satélite em seus estudos.

Fonte: Olhar Digital
Matéria originalmente postada no site olhardigital.uol.com.br

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