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Kim Jong-un supervisiona testes de novo sistema de mísseis antiaéreos

Seul, 2 abr (EFE).- O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, supervisionou os testes de lançamento de um novo sistema de mísseis antiaéreos teleguiados “para estudar sua viabilidade”, informou neste sábado a agência estatal norte-coreana “KCNA”.

Sob a supervisão de Kim, “foram disparados foguetes para atingir com precisão alvos aéreos inimigos simulados”, afirmou a agência norte-coreana, que não detalhou onde, nem quando, ocorreram os exercícios.

A “KCNA” afirmou que o teste verificou que a viabilidade do novo sistema “é perfeita” e que o mesmo condiz com “as exigências tecnológicas militares”.

Kim manifestou sua “grande satisfação” pelo “sucesso” do teste, segundo a agência norte-coreana, e o qualificou como “mais uma demonstração surpreendente da validade” das políticas do regime.

Por outro lado, o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul disse hoje que as informações sobre o teste parecem se referir ao lançamento de um míssil antiaéreo efetuado pelo regime norte-coreano na sexta-feira, segundo a agência sul-coreana “Yonhap”.

A Coreia do Norte lançou ontem um míssil de uma plataforma no nordeste do país em direção ao Mar do Leste (Mar do Japão), seu sexto lançamento de projéteis e mísseis, de curto e médio alcance, em apenas um mês.

O novo teste de armamentos norte-coreano acontece em um momento de tensão na península coreana, depois que Pyongyang efetuou seu quarto teste nuclear no início de janeiro e o lançamento de um foguete espacial em fevereiro, o que foi considerado um teste encoberto de mísseis balísticos.

O Conselho de Segurança da ONU sancionou essas duas ações com fortes sanções financeiras e comerciais sobre o regime de Kim Jong-un. Além disso, EUA, Coreia do Sul e Japão ditaram medidas punitivas adicionais, de forma unilateral.

Seul e Washington estão realizando neste momento, em território sul-coreano, suas maiores manobras militares até agora, que vão até o final de abril e contam com a participação de 17 mil soldados americanos e 300 mil sul-coreanos.

Em resposta às sanções e às manobras, que considera um “ensaio para a invasão” de seu país, a Coreia do Norte fez várias ameaças de guerra e realizou lançamentos de mísseis de curto e médio alcance ao mar, como o ocorrido ontem.

Fonte: Bol.com.br

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