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Kirchneristas denunciam procurador por suposta ameaça a filho de Cristina

Buenos Aires, 28 abr (EFE).- O bloco de deputados da aliança kirchnerista Frente para a Vitória (FPV), que compõem a oposição ao governo de Mauricio Macri na Argentina, denunciou nesta quinta-feira o procurador de Estado da província de Jujuy, no norte do país, Mariano Miranda, por supostas ameaças contra Máximo Kirchner, filho da ex-presidente Cristina Kirchner.

Em comunicado, o bloco do FPV detalhou que a denúncia contra Miranda é pelo suposto crime “de ameaças coativas agravadas” contra o deputado nacional Máximo Kirchner, líder do movimento juvenil kirchnerista La Cámpora.

No último fim de semana, Miranda respondeu a um questionamento de Máximo Kirchner sobre os motivos pelos quais a Justiça de Jujuy mantém detida, desde janeiro, a líder social e deputada do Parlasur (parlamento do Mercosul) Milagro Sala.

“(Milagro) Sala recebia bilhões de pesos do governo nacional, para que decidisse discricionariamente o destino desses recursos de todos os cidadãos de Jujuy e argentinos”, justificou o procurador, ao garantir que esses recursos “foram utilizados para a construção de uma estrutura mafiosa à qual o povo de Jujuy foi submetido em seu conjunto”.

O procurador de Jujuy também comentou em sua resposta sobre a declaração de uma deputada provincial ligada a Milagro, que admitiu a suposta fraude contra a administração pública pela qual a deputada do Parlasur é acusada.

Segundo o relato da legisladora de Jujuy, o dinheiro utilizado pela organização social Túpac Amaru, dirigida por Milagro, era sacado dos bancos, supostamente levado para uma casa da deputada do Parlasur e, depois, transferido para a residência presidencial da Argentina, localizada nos arredores de Buenos Aires.

Em sua declaração, a deputada citou Máximo Kirchner como o suposto destinatário dos malotes de dinheiro.

Por esse motivo, ao explicar o porquê da detenção de Milagro, o procurador também citou o filho da ex-presidente e de seu falecido marido, Néstor Kirchner.

“Prepare suas malas, você que tem conhecimento de causa, mas desta vez com roupa, para ficar alguns dias em Jujuy e explicar aos seus cidadãos o destino dos 1,2 bilhão de pesos (US$ 84 milhões) que faltam em 2.300 casas que não foram construídas”, disse Miranda a Máximo Kirchner em sua resposta.

Para os deputados do FPV, as palavras do procurador “estão anunciando um futuro ruim” para o atual deputado da província de Santa Cruz, no sul da Argentina, um tradicional reduto kirchnerista.

“O procurador o adverte (Máximo Kirchner) sobre uma transferência compulsória para Jujuy e sobre restrições à sua liberdade de movimento, dentro de um raciocínio descabido segundo o qual o deputado tem que oferecer explicações sobre o destino de supostos fundos públicos destinados à construção de casas”, diz a denúncia apresentada pelo bloco.

Além disso, os deputados kirchneristas consideram que “as frases intimidadoras de Miranda” não constituem “um arroubo ou uma bravata, próprios de um desequilíbrio emocional passageiro, mas, pelo contrário, fazem parte de uma manobra mais ampla, deliberadamente planejada, que afeta diretamente a divisão de poderes na província de Jujuy, de tal maneira ostensiva, que o governador Gerardo Morales determina as decisões do Poder Judiciário da província”.

Nesse sentido, os kirchneristas afirmaram que, “dentro de uma ação político-judicial desenvolvida a partir de mecanismos extorsivos”, “se construiu a operação” pela qual a legisladora de Jujuy “envolveu de maneira absurda o deputado (Máximo) Kirchner em episódios absolutamente inverossímeis”.

Os deputados kirchneristas pediram que a Justiça investigue Miranda e que, oportunamente, o convoque para prestar esclarecimentos.

Fonte: Bol.com.br

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