Lilia Cabral diz que se desconstruiu com novela de época: "Sou fresca"

“Liberdade, Liberdade” é diferente de tudo que Lilia Cabral já fez como atriz. Quem afirma é a própria, em sua primeira novela de época como a cafetina Virgínia, que lhe exige muitas cenas na cidade cenográfica que reproduz nos Estúdios Globo a Vila Rica do início do século 19. Nada de ar-condicionado, portanto. 

“É um calor horroroso, tudo que possa imaginar. Mas, em compensação, a novela me leva para um mundo que jamais imaginei. Quando entro no set, a minha vida parece muito distante. A minha realidade é aquela, grotesca, suja. Isso tem sido importante para mim, principalmente porque sou fresca (risos). Estou tendo que me desconstruir, fico suada, Isso tudo é um teste para mim. E estou me comportando muito bem”, brinca ela.

A história do folhetim cativou tanto a intérprete, que ela aceitou o papel sem nem ler a sinopse. Na trama de Mario Teixeira, a dona do bordel da cidade também pede uma sensualidade à flor da pele que a atriz não costuma mostrar na TV.

João Cotta/TV Globo

Virgínia (Lilia Cabral) com Mimi (Yanna Lavigne), Gironda (Hanna Romanazzi) e Vidinha (Yasmin Gomlevsky) em “Liberdade, Liberdade”

“Uma coisa é ser sensual, outra coisa é ser erotizada. Não fiquei procurando me colocar de forma diferente, entro na cena com despojamento, e as pessoas já devem sentir que existe uma mulher sensual ali. Mas fui por um caminho doce, nunca vou pela obviedade. Todos os figurinos são ousados, os peitos estão sempre protuberantes”, conta.

Mãe de Rubião (Mateus Solano), Virgínia surpreendeu Lilia por sua participação intensa no movimento que luta pela independência do Brasil: é no seu cabaré que os rebeldes se encontram e onde ela colhe informações preciosas.

“Ela sofreu uma grande decepção amorosa e o caminho dela foi a prostituição. Isso não significa que ela seja inferior, é uma mulher independente. Cada mulher que engravidava e era rejeitada pela família ia por esse caminho do abandono. Mas acho que ela conseguia perceber um jeito de existir como mulher e não ficar submissa à família, aos valores tradicionais. O fato de ela ser conspiradora a gente pouco ouve falar, mas outro dia li uma reportagem sobre mulheres revolucionárias no século 18. Pensei: ‘Estamos no caminho certo”, diz a atriz que se considera uma feminista. “Luto pelos meus direitos sim”, afirma.

Fonte: Bol.com.br

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