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Luzes, cores e pedido de casamento: Coldplay faz retorno triunfante a SP

Após cinco anos longe do Brasil, o Coldplay fez nesta quinta (7), no Allianz Parque, um dos shows mais grandiosos de seu currículo brasileiro, fazendo jus ao status de banda de primeiro escalão do pop atual.

No espetáculo de duas horas, o grupo inglês embalou 45 mil pessoas e não economizou em pirotecnias, raios de luz multicoloridos –incluindo aí uma pulseirinha high-tec que acendia em sincronia com as músicas, distribuída na entrada — e hits, muitos hits, de quem parece ter nascido para produzi-los em série.

“Boa noite, paulistas, que alegria estar aqui. O seu país é lindo”, disse o vocalista Chris Martin, com bandeira do Brasil amarrada na cintura e em bom português, ao final de seu primeiro grande sucesso, “Yellow”. A deixa para uma das várias chuvas de papel picado.

Seguidor do lado mais fofo e de arena do U2, o Coldplay segue exemplar em cima do palco. Entrega um show tecnicamente impecável, aula de carisma e de refrães repletos de “o-o-ô-s”, bíblias do indie pop atual.

Entre baladas e momentos mais contagiantes, foram inúmeros os destaques da apresentação, sempre pontuados por coros e pelas luzinhas das pulseiras, que viraram uma galáxia de sonhos em músicas como “Fix You” e “Viva la Vida“.

Destaque também para o momento em que Martin parou de cantar e convidou dois casais da plateia para dois emocionados pedidos de casamento. O estádio veio abaixo.

O show, com dois mini palcos posicionados na extremidade e após a passarela da pista premium, também teve a cover da clássico “Heroes”, de David Bowie, que muitos pareciam nunca ter ouvido.

Melhor resposta tiveram as novas “Adventure of Lifetime”, “A Sky Full of Stars” e “Magic”, que ainda não haviam sido lançadas quando o grupo esteve pela última vez no país, em 2011. Ainda sem o verniz de clássico, elas seguraram bem o quesito animação.

Público forasteiro
No Allianz Parque, a plateia era composta principalmente de mulheres e casais. Muitos deles vindos de outras cidades. Na atual turnê brasileira, como de praxe, a banda só se apresenta em São Paulo e no Rio, no Maracanã.

“Viemos de Belém do Pará, tivemos que faltar três dias de trabalho. Mas tudo bem, sem reclamação”, disse o médico Daniel Tomadi, 35, acompanhado da namorada, a advogada Camila Migliano, 25.

“Matei a faculdade, mas, com Coldplay, todo o esforço vale a pena”, brincou a estudante Alice Costa, 21, que veio de Cuiabá e, assim como o casal paraense, assistiu ao Coldplay pela primeira vez.

Ao contrário da recente apresentação do Maroon 5 em São Paulo, o público pouco se manifestou hostilizando a presidente Dilma e o governo federal. Os gritos de “fora PT”, que surgiram no intervalo do primeiro bis, logo foram abafados pelo refrão de “Viva la Vida”.

“Protesto tem hora e lugar. Tem que ser nas ruas e, principalmente, nas urnas. Aqui é diversão”, disse o advogado João Paulo Haddad, que também veio de Cuiabá e fez questão de frisar: “Mas não sou parente do seu prefeito, OK?”.

Fonte: Bol.com.br

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