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Macri alega que criação de offshore citada nos Panama Papers foi "legal"

Buenos Aires, 4 abr (EFE).- O presidente da Argentina, Mauricio Macri, afirmou nesta segunda-feira que a criação da offshore Fleg Trading, da qual foi diretor e que aparece citada no escândalo Panama Papers, foi “legal” e que não houve nada “estranho” nessa operação.

“No caso particular que compete a mim, é uma operação legal, feita por outra pessoa, constituindo uma sociedade offshore para investir no Brasil, um investimento que acabou não sendo feito e da qual eu tinha o posto de diretor”, disse Macri em uma entrevista ao jornal “La Voz del Interior”, de Córdoba.

O chefe do governo argentino, que assumiu a presidência em dezembro após fazer carreira no grupo empresarial de seu pai, o italiano Franco Macri, e como dirigente esportivo, explicou que a sociedade, constituída nas Bahamas, deixou de funcionar em 2008.

“Não há nada de estranho nessa operação”, reiterou Macri, que garantiu que a offshore foi declarada às autoridades fiscais argentinas porque seu pai, disse ele, criou a empresa “com recursos genuínos que ele tinha na Argentina”.

Por sua vez, Franco Macri declarou que seu filho mais velho não teve participação no capital da Fleg Trading. Em comunicado, ele disse que essa sociedade era de sua propriedade e foi “devidamente declarada às autoridades competentes, especialmente às autoridades fiscais na República Argentina”.

Mauricio Macri, segundo o comunicado divulgado pela agência estatal “Télam”, “foi apenas diretor circunstancial, designado dentro da confiança que exigia a dinâmica dos negócios do grupo familiar naquela época”.

Segundo Franco Macri, como “foi uma mera formalidade”, seu filho “também não recebeu somas de dinheiro por ocupar tal posição”.

Fonte: Bol.com.br

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