Manifestação contra desvios na merenda escolar bloqueia Avenida Paulista

A manifestação de alunos de escolas técnicas estaduais contra o desvio de recursos na compra da merenda escolar em São Paulo bloqueou, às 13h, ambos os sentidos da Avenida Paulista, região central da capital paulista. O protesto começou às 7h, na região da Luz, e seguiu em passeata que interditou as avenidas Tiradentes e Ipiranga e a Rua da Consolação até a Paulista, onde terminou por volta das 13h40.

Haverá nova manifestação no próximo dia 28, às 8h, reunindo alunos de toda a rede pública de ensino estadual. Nesse dia, os estudantes pretendem paralisar as aulas nas escolas da capital.

Segundo os estudantes, as escolas técnicas estaduais não oferecem merenda, nem almoço, mesmo com alunos que ficam em período integral na instituição.

“Aqui na ETECs (Escola Técnica Estadual de São Paulo), quem faz ensino integrado passa o dia inteiro na escola, e tem que esquentar marmita no micro-ondas. Só que são três micro-ondas para todos, incluindo a Fatec (Faculdade de Tecnologia de São Paulo). São 6 mil estudantes para três micro-ondas. A gente acaba não comendo. Os enfermeiros daqui dizem que muita gente passa mal porque não come”, disse uma das alunas, que se identificou como Chablau.

A assessoria do Centro Paula Souza informou, em nota, que não houve corte de merenda nas escolas técnicas estaduais. As unidades recebem merenda diretamente da Secretaria da Educação, responsável pelo fornecimento em todo o estado, ou de prefeituras conveniadas com a secretaria, diz o comunicado.

“O Centro Paula Souza está tomando providências para adaptar as unidades que ainda não oferecem merenda. Isso acontece porque, apenas em 2009, com a Lei Federal nº 11.947, os alunos das ETECs passaram a ter esse direito, e as escolas precisaram adequar sua infraestrutura à nova realidade”, comunicou a assessoria.

Fraudes
Uma força-tarefa da Polícia Civil e do Ministério Público investiga, na Operação Alba Branca, deflagrada no dia 19 de janeiro, um esquema de fraude na compra de merenda escolar de prefeituras e do governo paulista. Segundo o Gaeco de Ribeirão Preto, as fraudes na contratação da merenda, ocorridas entre 2013 e 2015, chegam a R$ 7 milhões, dos quais R$ 700 mil foram destinados ao pagamento de propina e comissões ilícitas.

De acordo com o Gaeco, os crimes envolvem 20 municípios: Americana, Araras, Assis, Bauru, Caieiras, Campinas, Colômbia, Cotia, Mairinque, Mairiporã, Mogi das Cruzes, Novaes, Paraíso, Paulínia, Pitangueiras, Ribeirão Pires, São Bernardo do Campo, Santa Rosa de Viterbo, Santos e Valinhos.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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