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Melhor e mais caro reality da TV, "O Sócio" castiga os incompetentes

Há duas temporadas no ar, no canal pago The History, “O Sócio” já registra ao menos três recordes: é um dos reality shows mais caros do mundo; em dois anos formou legião de fãs no mundo que rivaliza atrações uma década mais velhas e já é uma das maiores audiências do canal no Brasil.

Vamos situar quem mal assiste ou nunca viu: Marcus Anthony Lemonis é um bilionário com apenas 43 anos. Gênio da administração (e do comportamento humano), atua em uma infinidade de ramos e negócios como investidor ativo.

Para entrar de sócio numa empresa em dificuldades, seja de pequeno, médio ou grande portes, Lemonis leva em conta o que chama de “tríade P”. É ela que o faz decidir se vai entrar ou cair fora de um negócio: Pessoas. Processo. Produto.

Quando entra numa empresa, esse libanês de nascença, norte-americano, e descendente de antigos comerciantes gregos, exige excelência e comprometimento total.

A contabilidade da firma (produto) é varrida. As ações internas (processo) e atitudes dos funcionários, gerentes e direção (pessoas) é auditada minuciosamente. As relações entre sócios ou familiares sofre um raio X de Lemonis. 

Esse é um dos motivos de “O Sócio” ser absolutamente viciante.

ESCRUTÍNIO COMPLETO

Lemonis coloca a empresa (depósito, capital, livros contábeis, dívidas) sob lupa, com ajuda de um verdadeiro “dream theam” de advogados, contadores, auditores, engenheiros e designers. Grosso modo ele faz uma verdadeira “lava-jato”na empresa antes de assinar cheques. E tudo tem de ser nos seus termos.

Quase sempre à beira do abismo financeiro, a maioria dos proprietários exibidos no programa simplesmente de rendem. Isso num primeiro momento. Porque, conforme “O Sócio” começa a mexer com fatos ocultos, vícios e erros internos, falhas corporativas, e a cutucar os erráticos, ele simplesmente deflagra uma guerra contra si próprio

Lemonis enfrenta todo o tipo de desafio nas empresas que está avaliando: gerenciamento tacanho, omissão, falta de estratégia, de transparência, brigas familiares, societárias, omissão de dívidas ou lacunas contábeis, quando não furto ou burrice pura.

Nessa saga filmada, Lemonis chega a sofrer ameaças de agressão, coisa que ele tira de letra, aliás. O que o libanês não perdoa mesmo são  mentiras e fraudes. Nisso ele é implacável.

Exemplos:

Uma possível sócia, que produzia pipoca pronta e com a empresa até o pescoço de dívidas, fez a besteira de enganá-lo sobre números do balanço e, pior, mau uso do dinheiro.

Na despedida (ele cai fora), Lemonis simplesmente acaba com ela, não só moralmente (com classe), mas como empresária. O programa repercutiu tanto que a infeliz perdeu um contrato milionário  que mantinha com a Disney. ATENÇÃO SPOILER: o final não foi triste; Lemonis voltou lá meses depois para ajudá-la novamente, desta vez sem imposições ou farsas.

Em outro programa, “O Sócio” descobre que uma revendedora de carros usados está tendo seus lucros comidos por “atravessadores” que há mais de uma geração faziam parte do negócio, sem ter qualquer motivo para isso. O mais incrível: o próprio dono exigia a presença dessa “patota” de atravessadores que ele chamava de “gente da minha cidade”.

Lemonis dá uma aula de profissionalismo, fecha a matraca do dono, acaba com a mazela dos atravessadores (caso contrário empresa faliria). No ano seguinte a revendedora já havia dobrado seu faturamento.

Eis um programa histórico, para quem gosta de TV, de administração, de empreendedorismo, de relações humanas, ou somente de conteúdo de qualidade e até fora do comum. Quase todos os episódios são, de fato, impressionantes.

Lemonis investe dinheiro do próprio bolso e até hoje já gastou cerca de US$ 23 milhões em negócios à beira do abismo, o que faz de “O Sócio” o reality mais caro do mundo. Salvou quase todos. É um sujeito realmente fora do comum.

Falando em incomum, Marcus Lemonis também é inventor.

O SÓCIO
Onde: The History Channel
Quando: em vários horários, mas inéditos às terças, 21h
Avaliação: sensacional

Fonte: Bol.com.br

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