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Militares envolvidos em mortes no Village serão afastados após prazo de licença médica

Segundo comandante do 5º Batalhão, PM's vão trabalhar na área administrativa

 

O comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Carlos Amorim, disse ao CadaMinuto nesta segunda-feira (04) que os militares envolvidos na ação que resultou na morte dos irmãos Josivaldo e Josenildo Ferreira e do pedreiro Reinaldo da Silva, serão afastados de suas funções. A medida será tomada assim que os policiais retornarem de licença médica.

A determinação pelo afastamento dos militares partiu do Conselho Estadual de Segurança (Conseg) durante reunião no último dia 30 de março.

Segundo o comandante do 5º Batalhão, os três militares já retornarão às atividades para cumprir atividades administrativas. “Eles estão de licença médica, já que um deles deve realizar cirurgia para reconstituir um dedo, outro policial foi atingido de raspão e o terceiro militar também está de licença por estar abalado psicologicamente. Porém ainda não sabemos quando eles irão retornar já que eles passarão por uma reavaliação médica e vai depender do médico liberar”, explicou.

O tenente-coronel disse ainda que todos os militares envolvidos na ação eram considerados uma das “melhores equipes em atuação no 5º Batalhão”. “Não posso apagar o passado deles. Apesar da dor das famílias, esses militares são pessoas de confiança, se eles erraram ou não, a Justiça irá dizer, a investigação irá falar. Eu espero que eles tenham agido corretamente e acredito que ninguém está acima da Lei neste país. Nós aguardamos o resultado das investigações para saber o que de fato ocorreu naquele dia”, afirmou.

O caso

Josenildo e Josivaldo acabaram morrendo no dia 25 de março, no bairro Village Campestre, quando voltavam da casa de uma tia. A polícia divulgou que os jovens estavam armados e durante a abordagem, teriam reagido, trocado tiros e acabaram morrendo. A polícia afirma que a abordagem ocorreu dentro da legalidade e que os policiais do 5º Batalhão receberam a informação de que eles estariam transportando armas do Village para o Benedito Bentes.

A família nega a informação e afirma que ambos possuem problemas mentais e que desde criança faziam acompanhamento médico.

Uma comissão de delegados está apurando o caso e já ouviu familiares dos irmãos Josenildo e Josivaldo Ferreira e do pedreiro Reinaldo Silva no dia 30. Os policiais militares envolvidos no caso deverão depor nos próximos dias.

Mesmo com a investigação em curso, alguns aspectos se mostram polêmicos, como a ausência do exame residuográfico nos corpos dos jovens. A Polícia Civil afirma que o procedimento não precisaria ter sido solicitado pelo delegado, como argumentou a Perícia Oficial ao afirmar que o exame não foi realizado.

 

Por Vanessa Siqueira

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