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Militares recebem sanção disciplinar por ataque contra hospital no Afeganistão

Uma graduada autoridade dos Estados Unidos afirmou que “cerca de 16” militares norte-americanos, entre eles um general, receberam sanções disciplinares por erros que levaram a um bombardeio de um hospital civil no Afeganistão no ano passado. O ataque contra o hospital causou 42 mortes.

A expectativa é que o Pentágono divulgue detalhes sobre a investigação nesta sexta-feira. Segundo as autoridades, não houve punições penais e os militares receberam punições administrativas por causa do ataque aéreo realizado na cidade de Kunduz, no norte afegão. Vários dos punidos são membros das forças de operações especiais.

Ainda que nenhum dos envolvidos tenha ido para a corte marcial, em muitos casos mesmo uma punição como uma reprimenda ou uma suspensão pode acabar com uma carreira militar nos Estados Unidos.

O hospital, operado pela entidade Médicos Sem Fronteiras em Kunduz, foi atacado por um avião AC-130 de operações especiais da força aérea norte-americana, um dos mais letais de seu arsenal. A organização de caridade qualificou a ação como “implacável e brutal”.

Em novembro, militares dos EUA disseram que a tripulação de um avião foi despachada para atacar um centro do comando do Taleban em outro edifício, que ficava a 400 metros do hospital. Confundida por problemas com sensores, porém, a tripulação se baseou na descrição física do local e acabou atacando o hospital ainda que não tenha visto nenhuma atividade hostil no local. Outro informe do incidente, ao qual a Associated Press teve acesso, afirma que o avião disparou 211 vezes contra o hospital durante 29 minutos, até os comandantes perceberem o erro e determinarem o fim da ação.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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