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MP do Panamá irá investigar crimes em documentos vazados da Mossack Fonseca

Cidade do Panamá, 3 abr (EFE).- O Ministério Público do Panamá anunciou neste domingo que iniciará uma investigação sobre os crimes revelados pelo vazamento de documentos da empresa Mossack Fonseca, com sede no país, que prestou serviços de gestão de patrimônios a políticos e personalidades de todo o mundo.

Em breve comunicado, a Procuradoria Geral da Nação informou sobre o início das “respectivas investigações” após o vazamento que ficou conhecido como ” The Panama Papers”, sem dar detalhes específicos.

Segundo informações publicadas por vários veículos da imprensa internacional reunidos por meio do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, na sigla em inglês), entre os clientes da Mossack Fonseca envolvidos em supostos crimes financeiros estão vários líderes mundial.

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, e pessoas próximas ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, são alguns dos citados por constarem nos documentos vazados.

De acordo com o ICIJ, o vazamento inclui 11,5 milhões de documentos de quase quatro décadas de operações da empresa panamenha, especializada na gestão de capitais e patrimônios, com informações de cerca de 214 empresas offshore em mais de 200 países.

Trata-se do maior vazamento jornalístico da história, com muito mais informações do que as divulgadas pelo Wikileaks, no caso de documentos da diplomacia dos Estados Unidos e pelo ex-analista da CIA Edward Snowden, sobre o esquema de espionagem mundial da NSA.

Os documentos da Mossack Fonseca revelam a criação de milhares de empresas offshore em paraísos fiscais para que políticos, celebridades e personalidades administrassem seus patrimônios. A empresa negou à Agência Efe qualquer envolvimento com os crimes supostamente cometidos por suas centenas de clientes.

Ramón Fonseca Mora, sócio da empresa e conselheiro licenciado da presidência do Panamá, disse hoje à Agência Efe que sua companhia não se responsabiliza pelas condutas ou ações de seus clientes, já que, durante seus 40 anos de atuação, a Mossack Fonseca nunca foi acusada em um processo judicial.

Mora admitiu o vazamento de documentos da empresa, mas afirmou que o acesso à base de dados foi “limitado” e que tudo está sob controle. Além disso, lembrou que a empresa já criou mais de 240 mil estruturas jurídicas e que, em 99% dos casos, seus clientes são advogados e intermediários que revendem esses produtos, por isso negou ter ligação com os crimes apontados pelo ICIJ.

O Ministério Público do Panamá já está investigando desde janeiro a relação da Mossack Fonseca com o esquema de corrupção na Petrobras revelado pela Operação Lava Jato.

Fonte: Bol.com.br

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