Naldo festeja 37 anos com a família em Nova York e avalia altos e baixos na carreira: ‘Tive meu momento de auge’

No famoso carrossel do Brooklyn Bridge Park, Ellen Cardoso, a Moranguinho, pede mais uns minutinhos para tirar fotos com a filha Maria Victoria, após a garotinha se esbaldar com o pai Naldo e esgotar seu tempo no brinquedo. A bilheteira faz cara feia, mas se rende à simpatia e carisma da menininha, de 1 ano e 2 meses, que viajou para a Terra do Tio Sam ao lado ainda da vovó Dona Lia, mãe de Ellen, e do irmão Pablo Jorge, para comemorar o aniversário de 37 anos do cantor, na próxima segunda, com um jantar num barco nas águas do Rio Hudson.

Pablo Jorge, Maria Victoria, Naldo e Ellen Cardoso em Nova York

Pablo Jorge, Maria Victoria, Naldo e Ellen Cardoso em Nova York Foto: Nilton Carauta

Naldo e sua mulher, Ellen Cardoso, a Moranguinho

Naldo e sua mulher, Ellen Cardoso, a Moranguinho Foto: Nilton Carauta

— Minha filha me trouxe o sorriso novamente depois de tudo que aconteceu. Perdi minha mãe, minha vida foi muito exposta nas redes sociais, confesso que fiquei com trauma a ponto de ficar com o pé atrás quando uma pessoa vinha tirar foto comigo. Acho que uma pessoa deveria ter se tratado (se refere à ex Branka Silva) porque passei por muita ofensas por conta de mentiras. Diziam que eu tinha abandonado meu filho. Minha filha acorda feliz todos os dias, isso me fez ser um cara feliz novamente. Eu não conseguia desmentir tantas fofocas na proporção e velocidade que ela se disseminavam na internet. Isso me fez muito mal, algumas pessoas passaram a me achar um cara marrento, mas eu sou de boa e gosto de ter meu momento com fã — desabafa Naldo, que diz não ter contato com a ex. — Perdi minha mãe por conta desse problema, um câncer se manifesta através de uma decepção e minha mãe não tinha como se defender.

Naldo se diverte com Maria Victoria no carrossel construído em 1922

Naldo se diverte com Maria Victoria no carrossel construído em 1922 Foto: Nilton Carauta

À convite do EXTRA, Naldo posou com a família em Dumbo. A viagem, segundo ele, uniu lazer a compromissos profissionais. Em Manhattan, o cantor deu largada a divulgação da versão em espanhol de “Exagerado” com entrevistas em rádios, além de gravar o clipe latino da canção e da nova música de trabalho no Brasil “Vem Novinha”, nas escadarias de Times Square, numa Limousine e na Estátua da Liberdade.

— Vem novinha tem uma letra picante. Novinha na verdade não tem nada a ver com idade, quando falo novinhas são as garotas de mais atitudes, de mais gás, que gostam de ir para a balada. Não tem nada a ver com menores de 18 anos. Pode ser uma de 30 com pique de novinha. É uma letra que eu falo que ela colocou a melhor calcinha para ir para a noite, falo que hoje vai ter festinha. É uma música para dançar, bem sexy e quente — define ele, que ainda irá a Los Angeles gravar bases e arranjos para novos trabalhos com o produtor Scott Storch, que já produziu Beyoncé e Chris Brown. Consciente que passa por um momento de renovação, Naldo, que recentemente enxugou sua equipe por conta da crise no Brasil, disse que lida com naturalidade com os altos e baixos da carreira.

Naldo curte a viagem com a filha caçula, Maria Victoria

Naldo curte a viagem com a filha caçula, Maria Victoria Foto: Nilton Carauta

— Tive meu momento de auge. Sabia que isso ia estabilizar. Primeiro que fui o pioneiro nisso, então as gravadoras viram o que eu fiz e se acionaram. A grande maioria não tem noção disso, eu virei um gênero, fui o pioneiro. Claro que houve várias levas de estouro do funk. A minha foi a mais recente, mas quando estourei eu trouxe Ludmila, Anitta e outros. Sempre fiz um trabalho independente, eu não tenho gravadora, automaticamente o espaço passou a não ser só meu — analisa ele, que bancou a gravação do novo clipe do próprio bolso.

Quando o assunto é dinheiro, Naldo afirma ir na contramão do funk ostentação. O cantor, que possui uma casa em Jacarepaguá, um apartamento em São Paulo e outro em Miami, se diz um cara pé no chão.

Pablo Jorge, Lia, Naldo, Maria Victoria e Ellen Cardoso na escultura da artista plástica americana Deborah Kass, que remete à gíria do Brookyn que expressa aflição e à espânica que significa

Pablo Jorge, Lia, Naldo, Maria Victoria e Ellen Cardoso na escultura da artista plástica americana Deborah Kass, que remete à gíria do Brookyn que expressa aflição e à espânica que significa “eu sou”. Foto: Nilton Carauta

— Tem muito artista que estoura e depois não segura, quebra. Sempre fui muito seguro desde criança. Minha primeira bicicleta, juntei meu dinheirinho e comprei à vista. Nunca gostei de crediário, sempre fui muito controlado, o de Miami (na região de Bleecker com total infra-estrutura de lazer) comprei na planta pensando na família. Tenho consciência de números e negócios.

Já com uma casa para morar nos Estados Unidos, Naldo admite que pensa em se mudar para lá, mas ainda não tem planos concretos. — Penso sim, num futuro não tão distante, mas não por agora. Desde pequeno tinha o sonho de conhecer o país e sempre me identifiquei com o estilo musical.

Fonte: Jornal Extra (http://extra.globo.com)

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