Últimas

Nova Zelândia aparece como paraíso fiscal em documentos do "Panama Papers"

Sydney (Austrália), 4 abr (EFE).- Documentos da empresa panamenha Mossack Fonseca revelados neste domingo pela imprensa internacional apontam que a Nova Zelândia foi utilizada por companhias e políticos estrangeiros, entre eles do governo de Malta, como um paraíso fiscal para movimentação financeira.

As revelações feitas no caso “Panama Papers”, o maior vazamento da história do jornalismo, mostram como ocorreu a criação de milhares de empresas offshore em paraísos fiscais, um escândalo que envolve 140 políticos e funcionários públicos de todo mundo, entre eles 12 chefes de Estado antigos e atuais.

O vazamento inclui 11,5 milhões de documentos de quase quatro décadas de operações da Mossack Fonseca, com sede no Panamá e 40 escritórios pelo mundo, especializada na gestão de capitais e patrimônios, com informações sobre cerca de 214 empresas offshore em mais de 200 países.

De acordo com o jornal “The Australian Financial Review”, mais de 12 mil fideicomissos registrados na Nova Zelândia não pagam impostos locais pelos lucros obtidos no exterior e a identidade dos beneficiários é mantida em segredo.

O jornal australiano afirmou que o ministro da Energia de Malta, Konrad Mizzi, e o chefe de Gabinete do primeiro-ministro do país, Keith Schembri, criaram em 2015 dois fideicomissos na Nova Zelândia através da Mossack Fonseca e que estão supostamente vinculadas a contas bancárias secretas em Dubai.

A Mossack Fonseca obteve em 1996 o direito exclusivo para operar empresas offshore por 20 anos em Niue, um pequeno país insular associado à Nova Zelândia, segundo o “The Australian Financial Review”, que participou da investigação liderada pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, na sigla em inglês).

Em 2004, a pressão internacional forçou o fim dos negócios da Mossack Fonseca em Niue, mas a companhia transferiu as empresas para Samoa, apesar de os vínculos com a Nova Zelândia permanecerem firmes, acrescentou o jornal.

Fonte: Bol.com.br

Deixe seu comentário

Comentários via Facebook

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *