Novo cargo de Aung San Suu Kyi liga alerta em militares de Mianmar

A criação de um novo cargo de liderança para Aung San Suu Kyi, que não pode assumir a presidência por veto constitucional, ligou um alerta entre os militares.

A política, que é reconhecida por muitos como a líder de fato do país, começou a exercer seu novo cargo de “conselheira de Estado” do gabinete pedindo a soltura de presos políticos do país, o que enfureceu os militares.

Membros da Liga Nacional pela Democracia (NLD), o partido de Suu Kyi – ganhadora do Nobel da Paz em 2013 -, celebraram a nova lei publicada ontem, como uma grande vitória dos primeiros dias do novo governo. Por outro lado, muitos que estão alinhados com a classe militar caracterizaram a estratégia como perigosa para o primeiro governo civil eleito em cerca de 50 anos.

“O cenário no Parlamento não é bom, e mostra o quão imaturo ele é”, disse Khin Zaw Oo, ex-general-tenente que integra o bloco alinhado aos militares. “A relação entre o NLD e os militares será impactada.”

Na quinta-feira, o primeiro ato de Suu Kyi, uma primeira-ministra de fato, foi pedir que o país libere os prisioneiros políticos que ainda restam para o feriado do Festival da Água, que começa neste final de semana. Ao menos 80 prisioneiros políticos continuam encarcerados, dizem grupos de direitos humanos. Fonte: Dow Jones Newswires.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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