Novos bombardeios deixam 27 mortos na Síria

Funcionário da defesa civil evacua uma mulher após borbardeios no bairro de Treeq al-Bab. Crédito: Ameer Alhalbi/AFP
Funcionário da defesa civil evacua uma mulher após borbardeios no bairro de Treeq al-Bab. Crédito: Ameer Alhalbi/AFP

Aleppo (Síria) – Ao menos 27 civis morreram neste sábado em novos bombardeios do regime contra redutos rebeldes nas cidades de Aleppo e Duma na Síria, anunciaram os serviços de emergência e o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Para o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahmane, a trégua que entrou em vigor em 27 de fevereiro, estimulada por Rússia e Estados Unidos, “não existe mais”, após as várias violações do cessar-fogo cometidas pelos dois lados.

Doze pessoas morreram em bombardeios aéreos contra bairros rebeldes do leste da cidade de Aleppo, norte do país, afirmou à AFP uma fonte local da Proteção Civil.

Ao noroeste de Damasco, 13 civis morreram em ataques aéreos das forças governamentais contra Duda, reduto do grupo rebelde Jaish al-Islam, segundo o OSDH.

E na província central de Homs, dois civis morreram em bombardeios contra a localidade rebelde de Talbiseh, de acordo com a ONG.

Na sexta-feira, 25 civis morreram e 40 ficaram feridos nos ataques do regime em Aleppo, cidade dividida entre os rebeldes e as força pró-governo desde julho de 2012.

“A trégua não existe mais, acabou”, disse à AFP Abdel Rahmane.

“Há bombardeios e combates em todo país, de Aleppo a Damasco”.

O diretor do OSDH também mencionou “combates violentos” em Guta Oriental, perto de Damasco, entre rebeldes e forças pró-regime.

Abdel Rahman afirmou que parou de contar a violações como a ONG fez na primeira semana de trégua, porque “agora é novamente guerra”.

“Muitas regiões onde a trégua era respeita são novamente cenário de combates”, disse.

Nos últimos dias, a comunidade internacional também demonstrou inquietação com o futuro do cessar-fogo.

A guerra na Síria deixou em cinco anos 270.000 mortos, segundo o OSDH.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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