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Obama lamenta cooperação menor que o esperado com a Rússia no âmbito nuclear

Washington, 1 abr (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou e que a cooperação nuclear com o líder russo, Vladimir Putin, foi menor que o esperado e disse que gostaria avançar rumo a uma maior redução dos arsenais de ambos os países, mas que isso não será possível no pouco tempo que resta no poder.

“Visto que Putin impôs uma visão que enfatiza o poder militar acima do desenvolvimento dentro da Rússia e da diversificação da economia, não vimos o tipo de avanços que esperávamos com a Rússia”, disse Obama em entrevista coletiva ao término da Cúpula de Segurança Nuclear, em Washington.

EUA e Rússia concentram mais de 90% das armas nucleares do planeta e ambos assinaram em 2011 um novo tratado Start para que em 2018 as ogivas que possuem estejam em seu nível mais baixo desde a década de 1950.

“Minha preferência seria reduzir ainda mais nosso arsenal nuclear e, uma vez que completamos o novo tratado Start, comunicamos aos russos para iniciar uma nova fase de redução em nossas armas”, mas Putin “retornou ao poder” e a agenda se complicou, explicou Obama.

Putin não compareceu à Cúpula de Segurança Nuclear que terminou fechou hoje em Washington, o que incomodou os EUA porque até então a Rússia tinha enviado um representante de alto nível às três edições anteriores dessa conferência impulsionada por Washington, que começou a ser realizada em 2010.

“A boa notícia é que segue havendo possibilidades de avançar no desarmamento das duas maiores potências nucleares. Estamos cumprindo o novo tratado Start e, embora não seja provável que vejamos novas reduções do arsenal nuclear durante a minha presidência, minha esperança é que tenhamos construído os mecanismos e sistemas de verificação que permitam seguir reduzindo no futuro”, declarou Obama.

O líder americano ressaltou que é “muito difícil” ver grandes avanços no desarmamento nuclear mundial, “a não ser que Estados Unidos e Rússia sejam líderes” nisso.

Obama também considerou que outros dois países com arsenal nuclear, Paquistão e Índia, “devem garantir que quando desenvolvem suas doutrinas militares não estão constantemente avançando na direção equivocada”.

“E temos que olhar para a península coreana porque a Coreia do Norte está em uma categoria diferente e representa a preocupação mais imediata para todos nós”, acrescentou Obama.

Pouco após chegar ao poder, em 2009, Obama deu um discurso em Praga no qual apresentou uma ambiciosa agenda para avançar rumo a “um mundo livre de armas atômicas”, e hoje reconheceu que não alcançou tudo o que propôs, mas se mostrou “extremamente orgulhoso” do resultado.

“Já disse em Praga que cumprir esta agenda não seria algo rápido e que talvez não ocorra enquanto eu esteja vivo. Mas começamos”, defendeu, ao também citar como uma conquista o acordo nuclear firmado com o Irã junto a outras cinco potências no ano passado.

Fonte: Bol.com.br

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