ONU confirma atraso do diálogo iemenita e pede a houthis irem ao Kuwait

Sana, 18 abr (EFE).- O enviado da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Iêmen, Ismail Ould Cheikh Ahmed, confirmou nesta segunda-feira o atraso no começo das consultas entre os grupos rivais iemenitas previstas para hoje no Kuwait e pediu aos rebeldes houthis que “não percam a oportunidade de pôr fim ao conflito”.

“Por causa dos eventos das últimas horas foi registrado um atraso na reunião para o começo das consultas de paz”, afirmou o mediador da ONU em sua página no Twitter.

O representante da ONU informou que está tentando superar “os desafios de última hora” e pediu a ambas as partes que demonstrem “boas intenções” e que se dirijam “às negociações para chegar a uma solução pacífica”.

“As próximas poucas horas serão decisivas e as partes (do conflito) têm que assumir suas responsabilidades nacionais e de trabalho para encontrar soluções pactuadas e globais”, acrescentou.

Ele agradeceu à delegação do governo iemenita por deslocar-se ao Kuwait antes da reunião e pediu aos houthis e seus aliados que façam o mesmo para que “não se perca uma oportunidade que pode pôr fim ao ciclo de violência”.

A nova rodada de diálogo no Kuwait entre os houthis e seus aliados, por um lado, e representantes do presidente, Abdo Rabbo Mansour Hadi, por outro, estava prevista para hoje depois que no último dia 10 entrou em vigor um cessar-fogo que não foi respeitado, mas que permitiu uma diminuição da violência, segundo a ONU.

Hoje, os próprios rebeldes houthis anunciaram em declarações à Efe que não viajarão ao Kuwait para participar de uma nova rodada de negociações com as forças leais ao presidente Hadi até que haja “uma suspensão total das hostilidades”. No entanto, fontes políticas em Sana informaram que as consultas poderiam começar amanhã e que a delegação dos negociadores houthis viajará esta tarde ao Kuwait.

Ambos as partes fracassaram na tentativa de pôr fim ao conflito após várias rodadas de conversas de paz. O conflito aumentou em março de 2015 com o início de uma ofensiva contra os rebeldes da coalizão militar, liderada pela Arábia Saudita, que apoia o regime de Hadi.

Fonte: Bol.com.br

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