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Oposição acusa governo de dar terras por votos do Amapá contra impeachment

Advogados dos partidos de oposição PSDB, DEM, PPS, PTB e PSC informaram que pretendem notificar a Polícia Federal sobre suposta compra de votos de deputados federais, pelo governo, contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff. 

Segundo a acusação, o governo teria decidido transferir terras da União para o Estado do Amapá para garantir que os oito deputados federais do Estado votem contra a continuidade do processo de impeachment. Seis deles estariam indecisos.

Ainda de acordo com a denúncia, “o decreto de transferência foi assinado ontem em cerimônia no Palácio do Planalto, porém não foi publicado no Diário Oficial da União de hoje”. A queixa deve incluir, além de Dilma, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, governadores e outros integrantes do governo.

“A denúncia é por corrupção ativa e a passiva por estarem negociando cargos do governo e outras coisas mais”, afirmou o líder do DEM, deputado federal Pauderney Avelino.

O UOL entrou em contato com o Palácio do Planalto, por telefone e e-mail, mas não teve resposta até a publicação desta reportagem.

Transferência já vinha sendo discutida, diz petista

Deputados federais petistas procurados pela reportagem negaram a acusação. 

Zé Geraldo (PT-PA) afirmou que o processo de transferência de terras é algo que vem sendo discutido há tempo e não tem relação com a votação do impeachment. “Isso está sendo discutido há bastante tempo. É um processo que estava em curso”, disse. Ele citou, como exemplo, o fato de o governo já ter anteriormente transferido terras da União para Roraima.

“Essa denúncia da oposição é ridícula. Não procede”, disse Pepe Vargas (PT–RS). Ele afirmou a presidenta não está praticando qualquer outro ilegal. “A presidente é chefe de governo e está retirando pessoas que são desleais à sua administração, legitimada pelo voto popular, e nomeando pessoas de sua confiança.”

Cerimônia não foi comunicada previamente

A cerimônia em que foi assinada a transferência de terras aconteceu na tarde de sexta-feira (15), com discurso da presidente Dilma Rousseff. Nem evento nem o discurso foram informados previamente pelo Planalto. A cerimônia só foi incluída na agenda da presidente em uma atualização feita à noite.

Dilma disse que “é fundamental que a União não seja a proprietária das terras do Estado. Porque seria de fato uma contradição a União, e não o Estado, deter as terras.”

Dilma lembrou que o Amapá era o último Estado da federação a não ter suas próprias terras e que o ato de transferência das terras da União “é um instrumento de maior crescimento para o Estado e para sua população”.

(Com Estadão Conteúdo)

Fonte: Bol.com.br

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