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"Os Dez Mandamentos 2" estreia com efeitos especiais "caseiros"

A estreia da nova temporada de “Os Dez Mandamentos”, na última segunda-feira (4), chamou a atenção do público pelos efeitos especiais. Se a primeira temporada ficou marcada pela abertura do mar Vermelho, a nova leva de capítulos começou com o céu abrindo, a mão de Deus ao encontro de Moisés e a escrita dos novos mandamentos na tábua.

Para a segunda fase da trama bíblica, a Record trocou Los Angeles (EUA), onde o mar Vermelho foi aberto, por São Paulo, na sede da Casablanca, responsável pelas novelas da emissora e pelos estúdios do RecNov, no Rio de Janeiro. O UOL visitou a sede da produtora e acompanhou a criação dos efeitos especiais de “Os Dez Mandamentos”.

Às vésperas da estreia, cenas do primeiro capítulo ainda estavam sendo finalizadas. A Casablanca teve de paralisar a produção de “A Terra Prometida”, próxima novela bíblica da Record, para dar sequência à história de Moisés. O trabalho, embora rápido e “caseiro”, conta com máquinas modernas e profissionais com experiência na Disney.

Os efeitos em 3D no início da segunda temporada precisaram ficar prontos em poucas semanas, ao contrário da abertura do mar Vermelho, que levou mais de um ano da preparação à execução e custou à Record R$ 1 milhão. A principal cena da primeira fase da novela foi assinada pelo estúdio Stargate, responsável por séries como “The Walking Dead”.

Reprodução/TV Record

A mão de Deus surge para Moisés em “Os Dez Mandamentos – Nova Temporada”

Depois de ler o roteiro escrito por Vivian de Oliveira, a equipe prepara o storyboard, sequência em desenho das cenas que deverão ser gravadas. Para otimizar tempo, a sequência é animada e ganha efeitos especiais antes mesmo das gravações no RecNov, mas precisa ser aprovada pela direção da Record. A mão de Deus, por exemplo, era azul nas primeiras animações e teve a cor alterada.

“As primeiras sequências do primeiro capítulo tiveram muitos efeitos especiais. A Casablanca conduz a parte técnica e de produção. A parte artística é da Record. A parceria está sendo ótima. É uma continuação, facilitou muito o trabalho. Se fosse uma novela 100% nova, seria impossível. Vamos ter duas cidades novas, com dois palácios novos”, antecipa Alexandre Avancini, diretor-geral de “Os Dez Mandamentos”.

”Para esses tipos de efeitos, muitas vezes tivemos que criar soluções próprias com softwares construídos aqui. Nossos artistas sempre buscam por referências que agregam na visão artística do diretor, mas nesse projeto é difícil, pois poucas obras retrataram tantos acontecimentos grandiosos e espetaculares dessa natureza divina em tão grande volume. Nossa referência principal são os capítulos anteriores de ‘Os Dez Mandamentos'”, explica Edu Cazev, diretor de 3D da Casablanca.

Atenção redobrada para evitar “extintor”

Após a gravação, as cenas chegam do Rio de Janeiro para São Paulo por fibra ótica, sem tratamento algum. Nas salas de edição da Casablanca, a equipe melhora a qualidade da imagem, insere os efeitos e apaga poluições que aparecem na tela, como cinegrafistas e maquiadores.

Na estreia da segunda temporada, o potente ventilador usado para fazer os cabelos e a roupa de Moisés (Guilherme Winter) balançarem com a mão de Deus foi retirado na pós-produção. Apesar do tempo curto para entregar o capítulo, os profissionais tomaram cuidado para não deixar vazar nenhum objeto, diferentemente da primeira fase, em que um extintor apareceu no Egito antigo e virou meme nas redes sociais.

“‘Os Dez Mandamentos’ levou a novela brasileira para Hollywood. A segunda fase está trazendo Hollywood para a novela”, comemora Edu Cazev.

A Casablanca, que teve de rever o planejamento por causa da decisão da Record de esticar “Os Dez Mandamentos”, avalia que conseguiu se organizar com profissionais e equipamentos equivalentes aos de Hollywood, e se preparou com a emissora para tornar a segunda temporada uma sequência fiel à primeira.

“Diante da situação do próprio país, nos adaptamos bem. Essa novela tem uma necessidade específica, é contada em 1.220 a.C., e tudo tem que estar naquela época, tem um estudo muito profundo, vimos palestras na Record para saber o conceito”, explica a diretora-executiva da Casablanca Solange Cruz.

Para Arlette Siaretta, dona da Casablanca, a crise “ajudou” a empresa a tomar conta da dramaturgia da Record. A empresária acredita que este modelo de negócio deverá virar tendência nos próximos anos entre as emissoras: “A Globosat já é terceirizada e a Globo futuramente vai terceirizar tudo. As emissoras não precisam dessa estrutura que nós oferecemos”.

Fonte: Bol.com.br

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