Para produtor de "Tekken", Brasil é terra "exótica e misteriosa"

Estreante de “Tekken 7”, a lutadora Katarina Alves é a terceira personagem da popular série de jogos de luta nascida no Brasil – seguida de Eddy Gordo e Christie Monteiro. Isso torna o país um dos mais bem representados da franquia, ficando atrás apenas do Japão, EUA e Rússia (e talvez a China, ao considerar que Lei Wulong nasceu em Hong Kong).

De acordo com o produtor da série, Katsuhiro Harada, isto deve-se em parte pela distância do país com o Japão, o que ajuda a transformar o Brasil em uma terra mais exótica.

“O Brasil fica exatamente no lugar oposto do globo em relação ao Japão, então é um dos países mais longínquos”, explicou. “Eu fui convidado para uma edição do Brasil Game Show, e tomei voos e conexões que levaram 34 horas!”

“Mas, assim que cheguei, fiquei surpreso com a paixão da comunidade de games por lá”, continuou. “Senti que com a natureza competitiva das pessoas, seria mais fácil para elas entender o que torna os jogos de luta tão divertidos”.

Reprodução

Katarina Alves é a terceira lutadora de “Tekken” a vir do Brasil

Bela, recatada e do lar

De acordo com Harada, Katarina foi elaborada com um visual chamativo para atrair o maior número de pessoas possível – homens e mulheres -, e torná-la um personagem ideal para quem tem pouca experiência com a série.

“No começo queríamos, obviamente, que a comunidade latino americana gostasse dela, mas mais do que isso, queríamos que fãs na Ásia, América do Norte, e Europa, homens ou mulheres tivessem algum interesse. Por isso criamos essa imagem de uma ‘bad girl’ que é tão legal”.

Harada também comentou sobre a possibilidade de críticas envolvendo o visual provocativo de Katarina, tal qual aconteceu em certos momentos com a personagem Laura, de “Street Fighter V”.

“Diria que impressões são bem diferentes dependendo do espectador, e que não acho que indivíduos reclamando antes de ouvir o ponto de vista do criador ou recepção da comunidade que joga o jogo é injusto”, disse. “Cada um destes personagens tem suas próprias identidades e credos. Suas personalidades, crenças e lugar de criação são em geral refletidas no seu vestuário. Espero que as pessoas vejam o personagem completo, e não só sua aparência.” 

Victor Ferreira

O produtor Katsuhiro Harada, com um terno invejável

“Eu fico pensando se estes mesmo críticos ficam julgando as roupas de seus amigos diariamente”, completou.

“Tekken” em português?

Harada diz que há sempre a possibilidade de que “Tekken 7” seja traduzido para o português, “se houver muito interesse para isso”.

“As vozes, porém, são um caso a parte, já que a regra é que cada personagem fale com sua língua nativa. Isso é algo que torna a série única, e esperamos manter isso”.

Com versão para console confirmada para o PS4, “Tekken 7” ainda não tem data de lançamento definida.

Fonte: Bol.com.br

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