Últimas

Parceiros de longa data, Samuel Rosa e Lô Borges lançam disco inédito

Em 1996, o mineiro Lô Borges decidiu regravar a faixa Te ver — música do disco Calango do grupo até então novato e conterrâneo dele, Skank — em seu álbum Meu filme. Esse foi o primeiro contato entre Lô Borges e o cantor Samuel Rosa, que, ao longo dos anos, se tornaram parceiros fazendo shows conjuntos e trabalhando lado a lado em composições. “Gravar Te ver era uma sinalização de que eu gostava da música do Skank. Eles estavam começando a carreira e eu já tinha 20 anos de estrada”, lembra Lô Borges ao Correio. “Foi um espanto, como fã fiquei lisonjeado com essa gravação que era como um aceno de um mestre. A partir daí, começamos a nos encontrar e descobrir mais similaridades do que diferenças”, completa Samuel Rosa.

Vinte anos após essa primeira aproximação, a dupla lança o álbum Samuel Rosa & Lô Borges — Ao vivo no Cine Theatro Brasil, em que revisitam o repertório do Skank e do Clube da Esquina em dueto. Esse é o primeiro registro oficial de uma amizade e parceria musical que vem se estreitando com o passar dos anos. “Começamos a desenvolver algumas coisas juntos. Mas, lá atrás, a linguagem do Skank era mais ligado a ritmos, a bateria eletrônica… Era mais difícil de misturar. Deixamos passar um tempo, alguns anos, até que a maneira de compor do Samuel mudou e acabamos nos aproximando mais nos últimos anos”, revela Lô Borges.

Proximidade essa que começa desde o local de nascimento, ambos são naturais de Belo Horizonte, passa pelo time de coração, o Cruzeiro, e segue pelas inspirações musicais, Os Beatles. As similaridades uniram Samuel Rosa e Lô Borges, que, juntos, compuseram Dois rios, Horizonte vertical e Nenhum segredo (veja quadro). “Ao longo desse tempo, fomos amarrando o caminho para esse encontro. Passamos a dividir o palco, shows e até o processo de composição”, diz Samuel.

Música em unidade

O disco de Samuel Rosa e Lô Borges resume o encontro entre gerações: o rock nacional dos anos 1990 e o Clube da Esquina dos anos 1970. Por isso, o repertório foi baseado nas principais faixas do Skank e do movimento mineiro de 1972. “Te ver não poderia ficar de fora, assim como Clube da Esquina nº 2. A escolha das músicas foi uma mistura de desejo próprio e quais eram marcantes. Fizemos um equilíbrio desses critérios”, conta o vocalista do Skank.

Ao todo, o disco possui 22 faixas, incluindo duas bônus, que são as únicas inéditas do projeto: Lampejo e Dupla chama. “A gente até pensou em fazer um álbum todo de inéditas, mas acho que tínhamos que mostrar primeiro o fato que nos uniu. Colocamos tudo no mesmo balaio, apesar das diferenças iniciais óbvias de estilo, de geração e até de escola, mas o show surpreende porque conseguimos uma unidade”, explica Samuel Rosa.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

Deixe seu comentário

Comentários via Facebook

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *