Pelo menos sete partidos brasileiros são listados em empresas de paraísos fiscais

Os nomes são citados em parte do acervo de mais de 11,5 milhões de documentos relacionados à Mossack. Foto: Internet/Reprodução.
Os nomes são citados em parte do acervo de mais de 11,5 milhões de documentos relacionados à Mossack. Foto: Internet/Reprodução.

A investigação jornalística intitulada “Panama Papers” revelou nesse domingo, relações entre partidos brasileiros e empresas de paraísos fiscais no exterior, abertas pela companhia panamenha Mossack Fonseca. Até agora, os partidos envolvidos são o PDT, PMDB, PP, PSB, PSD, PSDB e PTB. O site da Uol e mais dois veículos trouxe com exclusividade a informação de que Mossack Fonseca vendeu empresas offshores (paraísos fiscais) para políticos brasileiros e seus familiares.

A mais detalhada e ampla investigação sobre offshore, noticiadas por 376 jornalistas de 109 veículos em 76 países, traz também a notícia de que ao menos 57 indivíduos relacionados a Lava Jato teve paraísos fiscais criados por Mossack Fonseca. Os nomes são citados em parte do acervo de mais de 11,5 milhões de documentos relacionados à Mossack.

Segundo informações do Uol, os documentos mostram a existência de 107 empresas offshores ligadas a personagens de esquema de corrupção originado na Petrobras. O presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha teve mais uma vez o nome envolvido em escândalo no exterior. O ex-senador do PSDB pernambucano Sérgio Guerra também foi citado na lista. Ele teria feito uma offshore quando era deputado federal.

Joaquim Barbosa
Nem mesmo o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa foi poupado. Ele foi citado pelo Panama Papers porsonegarimposto na compra de um apartamento em Miami. Segundo a reportagem, o ex-presidente do STF teria comprado a propriedade por meio de uma empresa fictícia. Em seu Twitter pessoal, Barbosa se defendeu das acusações feitas pelo jornal.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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