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PGR pedirá documentos da Mossack Fonseca

A Procuradoria-Geral da República vai pedir às autoridades do Panamá informações sobre os clientes brasileiros da empresa Mossack Fonseca, especializada na abertura de empresas sediadas em paraísos fiscais. O pedido, que está sendo elaborado pela secretaria de cooperação internacional da PGR, será encaminhado ao Ministério Público do Panamá no esteio do escândalo Panama Papers – vazamento de mais de 11 milhões de documentos do escritório da Mossack Fonseca para o jornal alemão Süddeutsche Zeitung.

O diário compartilhou os papéis com 376 jornalistas de 76 países ligados ao ICIJ (Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos), uma entidade sem fins lucrativos com sede nos EUA. A apuração revela que o escritório panameno criou empresas para 57 investigados no esquema de corrupção da Petrobras, de acordo com o UOL. Para esses investigados foram criadas 107 offshores.

Embora as informações que vieram à tona com o vazamento tenham utilidade para o trabalho de inteligência, o pedido de cooperação da PGR é dirigido à Procuradoria panamenha para que papéis e dados novos da Mossack Fonseca possam ter validade como prova em ações penais no Brasil.

A Mossack Fonseca tem uma filial em São Paulo, que foi vasculhada pela Polícia Federal em janeiro. Empregados da empresa foram detidos na Operação Lava-Jato. Na época, o juiz Sérgio Moro autorizou a busca e apreensão porque a Mossack foi utilizada por ao menos quatro suspeitos de pagar ou receber propina no esquema de corrupção da Petrobras.

Depoimento

O ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira disse em depoimento que recebeu pagamentos de empreiteiras porque fornecia “cestas de Natal” para essas empresas. Ele foi preso na Lava-Jato sexta-feira, sob suspeita de receber cerca de R$ 500 mil de empreiteiras como uma forma de comprar seu silêncio.

Em depoimento ontem, Pereira se apresentou aos investigadores como “cozinheiro” e disse que trabalha em seu restaurante em Osasco. Ele disse que vendeu um “pacote promocional” de cestas para a empreiteira OAS presentear clientes e funcionários por cerca de R$ 80 mil.

Também afirmou que recebeu R$ 35,7 mil em 2011 da construtora UTC também para o fornecimento de cestas de Natal. Porém, não explicou vários dos outros pagamentos recebidos. Os investigadores questionaram sobre uma mensagem de 2011 em que o empreiteiro Leo Pinheiro da OAS o questionava sobre uma “proposta”. Ele disse que o assunto se referia a um projeto de “revista de culinária”.

Já o empresário de Santo André (SP) Ronan Maria Pinto disse aos investigadores ontem que jamais chantageou integrantes do PT para receber dinheiro e que desconhecia a origem dos recursos de um “empréstimo” que ele contraiu, agora apontados como provenientes do Partido dos Trabalhadores. (Da redação com agências)

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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