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Polícia Civil deve realizar esta semana simulação para esclarecer mortes em piscina de hotel

O mistério envolvendo duas mortes na piscina do Recife Monte Hotel, no mês passado, poderá ser desvendado a partir desta semana. A Polícia Civil deverá uma nova reprodução simulada no local, localizado em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Segundo os laudos preliminares do paulista Bruno Ribeiro, 20, a primeira vítima, e da pernambucana Anne Trindade, 31, os dois morreram por asfixia causada por afogamento. Os peritos desejam esclarecer dúvidas sobre as circunstâncias em que os dois casos ocorreram para tentar chegar a uma conclusão final sobre as mortes.

O delegado Carlos Couto, responsável pelas investigações, deverá confirmar se será possível a simulação na manhã desta segunda-feira. Segundo a assessoria da Polícia Civil, faltam alguns detalhes para a confirmação da simulação, como a participação de um parente de Anne Trindade, no trabalho de auxílio aos peritos do Instituto de Criminalística (IC). A Polícia Civil pretende realizar o precedimento no horário aproximado em que as mortes ocorreram, entre 17h30 e 18h30.

Na semana passada, o delegado afirmou que faltou um salva-vidas na área de lazer do estabelecimento e isso teria tido grande importância para os óbitos. A ausência de salva-vidas, de acordo com a polícia, fere uma norma estadual, a Lei  n° 15.240, de 19 de março de 2014, que trata da presença destes profissionais em piscinas de uso coletivo, sendo obrigatória durante os horários de utilização para o público, em seu artigo 1º.

A perícia já adiantou que está descartada a hipótese das mortes terem sido causadas por choque elétrico, uma vez que nenhuma das vítimas apresentou marcas coerentes com essa ocorrência. Os casos chamam atenção por que a polícia constatou que Bruno Ribeiro não sabia nadar e no óbito de Anne houve a confirmação de que ela ingeriu bebidas alcoólicas, o que pode ter potencializado a morte dela.

Até o momento, a piscina do hotel foi liberada para os hóspedes, mas o delegado informou que vai entrar com um recurso para que seja obtida uma medida cautelar determinando que o hotel contrate um guarda-vida, sob pena de multa.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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