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Policiais civis fazem assembleia e decidem manter greve

Categoria aguarda um posicionamento do governo a respeito das reivindicações 

 

Os policiais civis de Alagoas, que estão em greve desde a semana passada, realizaram uma assembleia, na manhã desta terça-feira (26), na Praça dos Martírios, para discutir os novos rumos da paralisação. Eles reclamam que o governo do estado não apresentou, até o momento, nenhuma proposta que atenda às reivindicações da categoria. Durante votação, eles decidiram manter a greve, que já foi considerada ilegal pelo Poder Judiciário.

 

A assembleia reuniu cerca de 400 policiais – entre agentes e escrivães -, da capital e do interior do estado. Integrantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) também participaram da reunião em praça pública. 
 

De acordo com o 1º secretário da Associação dos Servidores da Polícia Civil, Maurício Torres, a categoria não ficou satisfeita com a declaração do governador, que afirmou ontem que não tem condições de oferecer remuneração de 60% do piso do delegado aos policiais civis – o que é uma das reivindicações. 

 

Para Maurício, o governo tem sim condições de conceder o aumento, chegando aos 60%, já que houve reajuste dos impostos e a redução da dívida estadual com o governo federal, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Policiai civis realizaram assembleia na Praça dos Martírios

FOTO: JOBISON BARROS"O governo não fez nenhuma proposta até agora, não avançou em nada. Portanto, a categoria está com os ânimos ainda mais exaltados e a greve vai continuar sim", disse Maurício antes da assembleia.

 

Segundo o presidente da CUT, Isaac Jackson, haverá a campanha salarial pela data-base (1º de maio), reunindo todas as entidades de servidores publicos. "Até agora, o governo não acenou com nada. O que há de novo é o pagamento para onerar ainda mais o servidor, inclusive, com o pacto que deve ser aprovado no Congresso, visando o aumento na contribuição da Previdência de 11% para 14%. Portanto, vamos intensificar e estamos juntos com esta categoria", disse Isaac.

"A politica de Renan é uma política de arrocho salarial. Só há aperto para o trabalhador", destaca o presidente da CUT. 

Após a assembleia que decidiu pela continuidade da greve, a categoria seguiu para a frente do Palácio República dos Palmares, com o objetivo de chamar a atenção para o governador Renan Filho. 

 

Após assembleia, categoria seguiu em caminhada até o Palácio 

FOTO: JOBISON BARROS

 

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