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Pratos típicos são perfeitos para mergulhar na cultura de um país

Kayan Lucas gosta de experimentar novos sabores, como olhos de cabra, no Marrocos. Foto: Arquivo pessoal
Kayan Lucas gosta de experimentar novos sabores, como olhos de cabra, no Marrocos. Foto: Arquivo pessoal

 

O que você faria com um punhado de larvas do bicho da seda, cebola, molho temperado e ovos? Esses ingredientes nada comuns são usados para preparar um omelete muito consumido na Tailândia, na Ásia. O país não é o único a ter um gosto inusitado para comida. Quem for aos Alpes Suíços, encontra o melhor amigo do homem em um local que não é tão aceito para os nossos costumes: o prato. Mas, em terras brasileiras, há pratos exóticos que fazem muita gente torcer o nariz.

A Farofa de Içá, por exemplo, pode ser considerada uma experiência gastronômica única. Muito consumida no interior do Brasil, principalmente entre os meses de outubro e novembro, a iguaria é feita com a parte inferior do abdome da formiga tanajura. Nutritivo, de textura crocante e com um sabor semelhante ao bacon, o prato fica pronto em poucos minutos e, em alguns casos, leva banha de porco ou amendoim no preparo.

A universitária Marianne Paim, 20 anos, já fez refeições nos Estados Unidos, em Portugal, na Espanha, em Londres e no Panamá e garante que o café da manhã britânico é um dos mais estranhos que experimentou. “Era uma refeição completa, com arroz, ovo mexido, salsicha, batata frita, cogumelo e feijão doce. Acompanhado com um chá sem açúcar e que não tinha muito gosto. Ah, tem o pão com manteiga também, o que eles costumam comer com o feijão”, relembra.

Por ser um prato grande e relativamente caro, Marianne dividiu com um amigo. “Custou 6 libras, o que dá pouco mais de R$ 30.” Marianne reforça que tomar chá às 17h é uma prática quase sagrada para os súditos da rainha. “Se você pedir às 16h50, tem que esperar os 10 minutos antes de poder tomar. Ah, e não pode deixar nada na xícara. Meu amigo disse que não beber tudo é uma ofensa para os londrinos. Se você pediu, tem que tomar”, ensina.

Do comum ao exótico

Foto: Lekkerheid/Reprodução
Foto: Lekkerheid/Reprodução


Durante uma viagem ao Marrocos, o universitário Kayan Lucas, 22, teve a oportunidade de provar alguns pratos bem mais estranhos do que a combinação britânica. “Eu não estava ali para comer fast-food. Queria viver e conhecer toda a cultura daquele lugar. Então, na Medina de Marrakech (parte histórica da cidade), experimentei algumas coisas bem diferentes. Acho que as mais esquisitas foram testículos de cordeiro e olhos de cabra. Confesso que assustei quando os olhos explodiram na minha boca. O Kebab também é muito consumido por lá. Experimentei vários sabores e o mais diferente foi o de carne de camelo. Bem gostoso.”

Por onde passou, o estudante  saboreou as iguarias locais. “Em um passeio de jeep pelo Deserto do Saara, encontramos uma casa bem humilde. Os donos nos ofereceram o famoso chá marroquino e disseram que, bebendo, o calor passaria. Realmente ajudou bastante. Ainda comi um bolinho muito benfeito, com uma mistura de massa temperada com legumes. Era um dos pratos típicos de lá e me lembrou o acarajé. Também era bem barato. A gente pagou menos de R$ 1 por uns dez bolinhos.”

Antes de deixar o país, Kayan fez uma parada em Chorfa, uma cidade, segundo ele, muito diferente de todas que conheceu no país. “Lá, era bem frio e, em algumas regiões, chegava até a nevar. Mesmo nessas condições, eles costumam tomar sorvete de leite de cabra. O gosto é tão forte que eles não usam nem essência de sabor”, disse.

Medina

O emaranhado de construções mais antigo de uma cidade árabe é conhecida como medina. Normalmente, estes locais são circundados por muralhas gigantescas e contam com ruas, ruelas e becos que se encontram e formam um labirinto sem igual. A maioria das medinas tem uma praça principal, que é usada, principalmente, como ponto de orientação para os visitantes.

Kebab: prato popular

Originário da Turquia e muito consumido na Grécia e na costa do Mediterrâneo, o Kebab é uma espécie de sanduíche feito com carne de ovelha e especiarias envolto em fatias bem finas de pão folha. No Brasil, a iguaria passou por algumas adaptações e é conhecida como “churrasco grego”. Feito com carne bovina embebida em molho vinagrete e servida em um pão francês, o prato é uma comida de rua muito popular.

Para dar água na boca

Selecionamos alguns pratos típicos mais consumidos nos países. Confira:

África do Sul

Foto: Parakalo/Reprodução
Foto: Parakalo/Reprodução

Carne moída, leite, ovos, damascos, uvas-passas e pão seco são alguns dos ingredientes usados no preparo do Bobotie, uma das iguarias mais consumidas no país. A refeição é tão popular que já foi considerada o prato nacional da África do Sul pela Liga das Mulheres das Organizações das Nações Unidas (ONU). É tradicionalmente servido com arroz e folhas de louro podem ser usadas para decorar.

Arábia Saudita

Foto: Nitin Suriacant/Flickr/Reprodução
Foto: Nitin Suriacant/Flickr/Reprodução


Na cultura árabe, a hora das refeições está estritamente ligada à reunião familiar e à comunicação com os parentes. Um dos pratos típicos da região é o Falafel, bolinho de grão-de-bico frito, normalmente misturado com condimentos como alho, cebolinha, salsa e coentro. É muito popular entre os vegetarianos por ser uma alternativa a outros alimentos de rua que levam carne.

Índia

Foto: Michael Van Vleet/Flickr/Reprodução
Foto: Michael Van Vleet/Flickr/Reprodução


No país onde a vaca é sagrada e as comidas são praticamente todas apimentadas, um bolinho frito recheado com uma mistura de tamarindo, batata, cebola e grão-de-bico faz muito sucesso. O Pani Puri chama atenção pelo recheio, visto que a casca crocante não tem tanto gosto, a não ser que seja feita com algum tempero especial. Antes de ser servida, a massa ainda é mergulhada em água misturada com especiarias.

Malásia

Foto: Antonieta Paradise/Flickr/Reprodução
Foto: Antonieta Paradise/Flickr/Reprodução

Vai uma sopa aí? Muito consumida também na Singapura, a Laksa é preparada com massa de arroz e folha-de-laksa, erva de sabor apimentado semelhante a menta. Dependendo da região, o turista pode encontrar variações da sopa feitas de frango ou carne ou com caldo de peixe e molho de coco na composição.

Uruguai
[FOTO7]Uma das marcas na culinária local, o Chivito é uma versão uruguaia do x-tudo brasileiro. O sanduíche leva filé de carne, presunto, queijo mussarela, bacon, alface, tomate e ovo cozido. Para ficar ainda mais fast-food, o hamburguer costuma ser acompanhado por uma porção de batatas fritas ou salada de batatas. Dependendo do restaurante, o Chivito também pode levar picles, azeitona ou pimentão.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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