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Professor diz que foi agredido por empresário após defender o PT

Vítima prestou depoimento e inquérito policial foi aberto para a apuração do fato em restaurante na Serraria

 

O professor universitário Salomão Nunes Santiago, de 39 anos, denunciou, em depoimento prestado à Polícia Civil na manhã desta terça-feira (5), que foi agredido com um tapa no rosto por dizer que é integrante do Partido dos Trabalhadores (PT), apontando como responsável um empresário identificado como Júlio. A agressão foi registrada no último domingo, em um restaurante localizado no bairro Serraria, parte alta da capital.

À polícia, o professor disse que estava acompanhada da namorada quando o empresário chegou em um carro de luxo, perguntando a todos os clientes do estabelecimento, aos gritos, quem apoiava as ações do governo petista, constrangendo as pessoas presentes. 

Ainda donforme o relato da vítima, a pergunta foi feita por várias vezes, até que o professor respondeu que é militante do PT. "Sou do PT, e qual é o problema?", indagou o professor.

Em resposta, o empresário teria chamado a vítima de "safado"' e '"ladrão". Em seguida, o professor foi agredido com um tapa no rosto, o que o levou ao chão, com a vítima a alegar, ainda, que os funcionários do restaurante teriam impedido sua reação, apoiando o agressor.

Uma guarnição da Polícia Militar foi acionada à ocorrência, encaminhando os envolvidos para a Central de Flagrantes, onde ambos prestaram depoimento. 

"Não houve nenhuma tentativa de discussão política sobre ideologias. O que houve, de fato, foi uma agressão física de alguém que, aparentemente embriagado, demonstrava estar fora de si. E acredito que ele também teria agredido qualquer pessoa que passasse pela rua com alguma vestimenta na cor vermelha, que é a cor do PT", relatou o professor. 

Após o depoimento, a Polícia Civil de Alagoas abriu um inquérito policial para apurar as circunstâncias que resultaram na agressão. Clientes e funcionários do estabelecimento serão ouvidos. Nas redes sociais, professores, universitários e entidades ligadas aos direitos humanos reagiram à agressão, classificando-a como absurda.

 

Por Jonathas Maresia

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