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PT entra no debate sobre nova eleição

O grupo de senadores que apresentou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para antecipar as eleições presidenciais está fazendo uma peregrinação em busca de apoio para o projeto. Em visita ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ontem, eles afirmaram que o petista demonstrou simpatia pela proposta e se comprometeu a falar com a presidente Dilma Rousseff.

O grupo se reuniu em café da manhã com Lula e o ministro-chefe do gabinete da Presidência, Jaques Wagner. Participaram da reunião os senadores João Capiberibe (PSB-AP), Lídice da Mata (PSB-BA), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Otto Alencar (PSD-BA), Jorge Viana (PT-AC), Wellington Fagundes (PR-MT), Paulo Paim (PT-RS) e Telmário Mota (PDT-RR).

“O ex-presidente Lula nos recebeu muito bem e mostrou simpatia pela proposta”, informou Capiberibe. A senadora Lídice confirmou que o presidente foi simpático, mas não demonstrou apoio expresso à ideia. Junto com o ministro Jaques Wagner, eles se comprometeram a transmitir a proposta à presidente Dilma Rousseff. “Lula nos sugeriu ainda que escrevêssemos uma carta, assinada por diferentes senadores, e enviássemos à presidente Dilma, pedindo que ela apoie a PEC que já está em tramitação ou envie ao Congresso a sua própria proposta de novas eleições”, explicou Randolfe.

Apesar de os senadores já terem conseguido apoio para a tramitação da PEC no Congresso, o percurso é longo e o projeto precisa ser aprovado em dois turnos no Senado e na Câmara. Os senadores, entretanto, acreditam que é possível dar viabilidade à proposta se conseguirem o apoio da opinião pública.

Hoje, os senadores vão levar uma carta à presidente Dilma pedindo que ela apoie a ideia. Eles apelam para a “grandeza e coragem” das lideranças políticas e argumentam que a legitimidade social e política do governo de Dilma não será resolvida com o impeachment. Nesse sentido, eles alegam que a proposta de novas eleições pode ser “redentora” e ter o condão de “unificar” o país.

Eles pedem que Dilma apoie a PEC ou remeta nova proposta, de autoria do Poder Executivo, para garantir que o futuro governo seja eleito pelo voto popular. “O que nós queremos é que essa questão seja resolvida através do voto popular”, disse o senador Randolfe Rodrigues. Assinam a carta cinco dos seis senadores que apresentaram a PEC Capiberibe, Randolfe, Lídice, Cristovam Buarque (PPS-DF) e Paim. O único que não assina o documento é o senador Walter Pinheiro (Sem Partido-BA). 

 Após se reunir com o vice-presidente Michel Temer ontem, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), classificou como “inatingível” a possibilidade de o Congresso aprovar, neste momento, qualquer alteração nas eleições por mudança na Constituição. “Qualquer cenário neste momento que signifique alterar a Constituição é muito difícil, porque estamos vivendo um momento de crise, de conturbação política, econômica, e mudar a Constituição nesse momento é um consenso meio inatingível.”(AE, Folhapress e Agência Brasil)

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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